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O Ministro Carlos França esteve reunido com o Chanceler do Uruguai, Francisco Bustillo, à margem da IX Cúpula das Américas que acontece em Los Angeles (EUA), para assinar uma declaração conjunta sobre o estado de avanço das relações bilaterais e no âmbito do MERCOSUL.
Além disso, o encontro serviu para tratar das negociações e modernização do MERCOSUL. Na pauta entraram temas como a Tarifa Externa Comum e agenda externa do bloco.
Os Ministros conversaram também sobre novas condições para o comércio de mercadorias das zonas francas e para a exportação de erva-mate do Brasil ao Uruguai bem como sobre projetos de integração física, o aprofundamento da cooperação fronteiriça e o crescente intercâmbio energético.
Dados mostram que a corrente comercial entre os países cresceu em 2021, totalizando US$ 3,8 bilhões, com vendas brasileiras no valor de US$ 2 bilhões. O Brasil é o segundo destino das exportações uruguaias e o primeiro fornecedor de produtos ao país vizinho.
Declaração conjunta
O documento assinado trata, entre outras coisas de:
O nível atual da Tarifa Externa Comum do MERCOSUL, mesmo quando se consideram suas exceções, não reflete as necessidades atuais do bloco e que sua redução contribuirá para aumentar os níveis de competitividade e produtividade de suas economias. Nesse sentido, o Uruguai indicou seu apoio à proposta de redução horizontal da Tarifa Externa Comum em discussão no MERCOSUL.
A necessidade de modernizar o bloco e na centralidade de sua agenda externa, a qual, para adquirir maior dinamismo, deve possuir, entre outros, formatos e mecanismos flexíveis, que respondam às especificidades de diferentes situações e atendam aos interesses e sensibilidades de cada um dos quatro sócios.
Neste ponto, o Uruguai informou sobre os desenvolvimentos de sua agenda externa, em particular aqueles que vem mantendo com países de extrazona, com o objetivo de fortalecer e melhorar a inserção internacional do país.
O Brasil assinalou sua disposição de conferir prioridade ao tratamento do tema das flexibilidades negociadoras no âmbito do MERCOSUL e reiterou a importância que atribui à intensificação e diversificação da agenda de relacionamento externo do bloco.
Ambos os países reafirmaram a importância de ampliar seus acordos comerciais bilaterais a fim de expandir os fluxos comerciais e conferir a eles previsibilidade e segurança jurídica.


