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No dia 16 de agosto, vinte e dois países, incluindo o Marrocos, reunidos em Santo Domingos, na República Dominicana, assinaram uma Declaração Conjunta internacional que condena a repressão na Venezuela após a controversa eleição de Nicolás Maduro.

Segundo o documento, “a aceitação e o respeito pela dignidade e integridade de todas as pessoas são os princípios essenciais sobre os quais se constrói a coexistência entre as nossas nações. Instamos que os princípios democráticos sejam respeitados, bem como os direitos humanos e as liberdades fundamentais de todos os venezuelanos, especialmente o direito de manifestar-se pacificamente e de exercer a liberdade de expressão”.

“Vemos com preocupação que esta não é a realidade atual na Venezuela. Os relatos de detenções arbitrárias de venezuelanos sem o devido processo são alarmantes, razão pela qual exigimos a sua libertação imediata”, afirma a Declaração Conjunta.

Na mesma, os países signatários solicitam ainda a publicação imediata de todos os registros originais e a verificação imparcial e independente dos resultados eleitorais, de preferência por uma entidade internacional, para garantir o respeito pela vontade do povo venezuelano expressa nas urnas.

Há mais de 5 anos, desde o início da crise venezuelana, a posição do Reino do Marrocos tem sido coerente e firme, apoiando invariavelmente as forças da oposição democrática. Este apoio manifestou-se em vários momentos importantes, como em Janeiro de 2020, quando Marrocos manifestou o seu apoio a Juan Guaidó após a sua reeleição como Presidente do parlamento venezuelano.

Além disso, o Marrocos tem sido um firme defensor das aspirações legítimas do povo venezuelano ao estabelecimento de um Estado verdadeiramente democrático, sendo o primeiro país africano a receber oficialmente o enviado especial de Guaidó, José Ignacio Guédez, em julho de 2019.

Foram signatários: República da Argentina, Canadá, República do Chile, República Checa, República da Costa Rica, República do Equador, Reino de Espanha, Estados Unidos da América, República da Guatemala, República Cooperativa da Guiana, República Italiana, Reino de Marrocos, Reino dos Países Baixos , Reino Unido, República do Panamá, República do Paraguai, República do Peru, República Portuguesa, República Dominicana, República do Suriname, República Oriental do Uruguai e União Europeia.

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