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A Embaixada da Hungria em Brasília realizou, na noite de quarta-feira (22), uma recepção em comemoração ao 69º aniversário da Revolução Húngara de 1956 — marco histórico que simboliza a luta do povo húngaro por liberdade e independência. O evento reuniu autoridades, diplomatas e membros da comunidade húngara no Brasil, em uma celebração de grande relevância histórica e cultural.

Em seu discurso, o embaixador da Hungria, Miklós Halmai, ressaltou o legado da revolta de 1956, quando o povo húngaro enfrentou o regime soviético em busca de autonomia. Ele também homenageou os cerca de 200 mil refugiados que chegaram ao Brasil após o conflito, destacando sua integração e contribuição para o fortalecimento dos laços entre as duas nações.

“A Revolução de 1956 foi um acontecimento glorioso, mas também traumático. Hoje, a Hungria é uma nação independente, segura e próspera, membro da União Europeia e da OTAN”, afirmou o embaixador.

Halmai destacou ainda conquistas culturais e acadêmicas recentes, como a premiação do escritor László Krasznahorkai com o Nobel de Literatura, e anunciou a retomada do programa Stipendium Hungaricum, que oferecerá 250 bolsas de estudo anuais a brasileiros interessados em cursar universidades na Hungria. O diplomata mencionou também investimentos húngaros no Brasil, entre eles as plantas industriais da Dr. Bata Company, em Chapecó (SC), e da Fertizero, no Paraná, além da cooperação com a Embraer na entrega do avião de transporte KC-390, fortalecendo a parceria econômica bilateral.

O embaixador Roberto Abdalla, secretário de Europa e América do Norte do Itamaraty, destacou a solidez e a longevidade das relações entre Brasil e Hungria, que completam 97 anos. Em sua fala, ressaltou a importância do intercâmbio acadêmico e científico, além do potencial de cooperação em áreas estratégicas como energia, ciência, tecnologia, inovação e agronegócio. Abdalla também enfatizou o impacto positivo esperado com a implementação do Acordo de Parceria Mercosul–União Europeia.

No campo cultural, o evento teve um momento de destaque com a apresentação da jovem flautista Chiara Coelho, de 17 anos, aluna do renomado Conservatório Kodály de Kecskemét, acompanhada ao piano por Kinga Somogyi. O recital incluiu as obras Noite na Aldeia, de Béla Bartók, e Sonatina, de Pál Járdányi. A performance foi fruto de um intercâmbio promovido pela diplomacia cultural húngara, que recentemente trouxe especialistas do método Kodály para capacitar professores e alunos da Escola de Música de Brasília.

*É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.

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