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Conforme a revista Carta Capital, o governo federal planeja dobrar o número de adido da Polícia Federal (PF) nas embaixadas brasileiras. Atualmente são 15 e passariam a ser 30. O plano foi submetido no fim do ano passado ao Ministério das Relações Exteriores e aguarda endosso do chanceler Carlos França.
Desde 2009, a escolha dos adidos é atribuição exclusiva do chefe da PF. As nomeações mais recentes estão no decreto presidencial publicado em 31 de dezembro de 2021. O delegado Lindinalvo Alexandrino de Almeida Filho, ex-chefe da PF em São Paulo passou a ser adido no Chile, e Cairo Costa Duarte, apontado para a mesma função na embaixada em Ottawa, capital do Canadá.
Ainda no ano passado, Cecilia Silva Franco, ex-diretora de gestão de pessoal da PF, foi escolhida para o cargo na embaixada de Lisboa. Já Alexandre da Silveira Isbarrola, ex-diretor de inteligência do órgão, passou a ser adido em Roma.
O adido é uma função técnica, que pode fazer a ponte entre a PF e a polícia do país em que está alocado. Por exemplo, facilita a troca de informações sobre rotas internacionais de tráfico de drogas, esquemas de lavagem de dinheiro ou células terroristas.
Quem ocupa o cargo pode colaborar nas eventuais investigações sobre e brasileiros no exterior e de estrangeiros no Brasil.
Atualmente há sete adidos em países da América do Sul, outros sete na Europa, um nos EUA e um na África do Sul. A proposta constante no pedido ao Itamaraty é de formalizar a criação de dois cargos na África (Angola e Nigéria), dois nas Américas (Chile e Canadá, já nomeados), dois na Ásia (Japão e China), seis na Europa (Alemanha, Áustria, Bélgica, Holanda, Sérvia e Suíça), dois no Oriente Médio (Israel e Jordânia) e um na Rússia.


