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Esta quinta-feira (4), marca dois anos da explosão do porto de Beirute, que tirou a vida de mais de 200 pessoas e deixou mais de seis mil feridos. Tragédia que se soma a pior crise política e econômica libanesa nos últimos 150 anos.

A Embaixada do Líbano realizou ontem, dia 3 de agosto, o evento da criação de um Fundo Humanitário que tem como objetivo ajudar o Líbano em sua reconstrução e ajudar seu povo a se reerguer.

A cerimônia foi prestigiada pelo ex-presidente Michel Temer, que foi Presidente de Honra; pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga; pelo chanceler Carlos França; pelo presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Osmar Chohfi; pelo senador Nelsinho Tradd; e por representantes do corpo diplomático, autoridades do governo brasileiro e comunidade Líbano-brasileira das 27 Unidades da Federação.

Carla Jazzar, embaixadora do Líbano no Brasil, abriu a solenidade agradecendo os convidados pela solidariedade para com o Líbano e seu povo. Jazzar aproveitou a oportunidade para destacar toda a ajuda, generosidade e liderança proporcionada pelo ex-presidente Michel Temer para aliviar a dor do povo libanês. Agradeceu também o Itamaraty e o chanceler Carlos França pelo apoio.

“Após a explosão do 4 de agosto, foi enviada uma delegação oficial de alto nível liderada pelo ex-presidente Temer para oferecer ajuda humanitária e moral ao povo libanês. Essa generosidade aumenta minha convicção de que o Brasil e sua comunidade de ascendência libanesa são e sempre serão um pilar de amizade e carinho com o meu país”, continuou a diplomata.

A embaixadora explicou que segundo o Banco Mundial, o país atravessa uma das piores crises econômicas do mundo. Além disso, o Líbano enfrenta as barreiras que surgiram durante a pandemia da covid-19 e com a crise de refugiados, onde milhares de pessoas da Síria buscaram abrigo no Líbano.

“O que hoje parece uma assistência humanitária ao povo libanês, na verdade servirá de base, de contribuição do Brasil para a reconstrução do Líbano e sua recuperação. Isso é bom para o Líbano, para a comunidade libanesa e para o Brasil, é bom para nossas relações bilaterais”, finalizou a embaixadora.

Durante seu discurso, o ministro das Relações Exteriores, Carlos França disse que a criação do Fundo representa um grande marco na longa história de amizade entre o Brasil e o Líbano. “A diáspora libanesa tornou-se um dos grandes motores do movimento econômico, cultural e da diversidade política que tanto marcaram o Brasil”, destacou o chanceler.

O ex-presidente da República Federativa do Brasil e presidente de Honra da cerimônia, Michel Temer, disse que pretende trazer recursos para o Fundo de Ajuda Humanitária. Ele também relembrou alguns detalhes sobre a situação do Líbano durante sua visita ao país e o carinho que o povo brasileiro tem para com a nação libanesa. “Quero ressaltar que esse instante, em que o governo brasileiro também comparece pode ser o início da reconstrução do Líbano pela contribuição, não só do que o Brasil dará, mas que o mundo inteiro dará”, finalizou Temer.

 

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