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Os Estados Unidos e os membros da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) estão comprometidos em manter discussões diplomáticas com a Rússia, ao mesmo tempo em que deixam claro que não permitirão que as decisões do presidente russo Vladmir Putin prejudique a integridade da Ucrânia.

O presidente Joe Biden, dos EUA, e os membros da OTAN discutiram uma abordagem comum às crescentes tensões após a mobilização militar russa perto da fronteira com a Ucrânia em uma reunião na segunda-feira (24). Além de Biden, estavam presentes vários mandatários europeus, incluindo o presidente francês, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson e o primeiro-ministro alemão Olaf Scholz. além da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o do Conselho Europeu, Charles Michel, bem como o secretário-geral da OTAN Jens Stoltenberg.

Eles defendem o diálogo e ação diplomática para lidar com a crise, embora a Casa Branca tenha confirmado que está se preparando para um possível envio de tropas ao Leste Europeu.

Em comunicado, a Comissão Europeia disse que os dirigentes “compartilharam a avaliação sobre a gravidade da situação”, salientando que “desejam o sucesso da diplomacia, embora estejam preparando-se para todas as eventualidades”.

Boris Johnson emitiu um alerta severo na terça-feira (25), dizendo: “se o presidente Putin escolher o caminho do derramamento de sangue e da destruição”, disse o primeiro-ministro, “ele deve perceber que seria trágico. e fútil, e nem devemos permitir que ele acredite que poderia facilmente levar uma porção menor da Ucrânia, porque a resistência será feroz.

Representantes da Rússia, Ucrânia, Alemanha e França se reunirão hoje em Paris para negociações, no que é conhecido como formato da Normandia.

Em preparação ao encontro, Emmanuel Macron defende “uma rápida redução” da crise na Ucrânia, emitindo alertas “firmes e confiáveis” à Rússia e, ao mesmo tempo, mantendo “um diálogo fortalecido” com Moscou, fazendo uso das ferramentas diplomáticas.

Já Scholz pediu à Rússia que siga “passos claros” para diminuir as tensões. O chanceler alemão reforçou que uma ameaça russa à integridade territorial da Ucrânia teria “sérias consequências” para Moscou.   “Fizemos muito para apoiar ativamente o desenvolvimento econômico e o desenvolvimento democrático na Ucrânia”, disse Scholz, reiterando a necessidade de desescalada militar na fronteira da Rússia com a Ucrânia.

Rússia nega que se prepara para uma guerra

O Kremlin expressou sua “preocupação” com a decisão dos EUA e países europeus em evacuar suas embaixadas na Rússia. O porta-voz presidencial Dmitry Peskov em entrevista acuou os EUA de estarem  “agravando” a situação.

Nas últimas semanas a Rússia vem evitando as acusações de que pretende começar uma guerra. O país  diz que não tem planos de atacar a Ucrânia. O chefe das Forças Armadas russas, Valery Gerasimov, chamou de “mentirosos” os relatos de uma invasão iminente.

Ao mesmo tempo, o governo russo mantém cerca de 100 mil soldados na fronteira da ex-república soviética e insiste que a Ucrânia não se torne parte da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte, a aliança militar ocidental). O entendimento do Kremlin é que isso seria uma ameaça aos seus interesses e segurança.

O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Aleksandr Grushko, também disse acreditar em uma solução diplomática. “Nossas propostas, formuladas pelo presidente Putin, abrem um caminho direto e claro para avançar na direção certa, não apenas para garantir os interesses nacionais da Rússia, que é uma tarefa fundamental para nós, diplomatas, bem como para a reconstrução de uma segurança global, considerando os interesses legítimos dos outros, o que resultará em recursos para a resolução pacífica dos problemas”, asseverou.

* Com informações de BBC, DW e Sputnik

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