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A Fiocruz participa, entre 11 e 14 de julho, do início da atuação da Escola de Saúde Pública de Moçambique (ESP), iniciativa voltada ao fortalecimento da formação de profissionais e do Sistema Nacional de Saúde daquele país. Nesta segunda-feira (13/7), autoridades dos governos de Moçambique e do Brasil, representantes de organismos internacionais, instituições de ensino e pesquisa e parceiros da cooperação internacional em saúde estiveram em Maputo, capital moçambicana, para acompanhar o começo desta atuação. A Fiocruz participa da comitiva do Ministério da Saúde.

A criação da Escola de Saúde Pública integra os esforços do governo de Moçambique para ampliar a qualificação de recursos humanos em saúde e fortalecer a capacidade institucional do país. A iniciativa está alinhada aos compromissos do Plano Estratégico de Cooperação em Saúde da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e à recente designação do Instituto Nacional de Saúde (INS) de Moçambique como Centro de Excelência do Centro Africano para o Controlo e Prevenção de Doenças (Africa CDC) para a formação em saúde pública dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (Palop).

Presente ao evento, o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, afirmou que “a cooperação com Moçambique, para além de uma cooperação técnica, é para o desenvolvimento de ambos os países. Acreditamos firmemente que este tipo de cooperação, numa perspectiva de justiça social, permite às pessoas terem acesso à melhor saúde possível”. Moreira acrescentou que “a escola já nasce contemporânea, antenada com os grandes desafios de saúde pública que estão colocados em escala global, em escala do continente africano, em escala de Moçambique, e se apoia fortemente em tecnologias digitais”.

A programação inclui a assinatura de memorandos de entendimento entre o Instituto Nacional de Saúde de Moçambique e instituições parceiras nas áreas de transformação digital, pesquisa e formação em saúde. Devido à cooperação histórica da Fiocruz com o governo de Moçambique, o presidente Mario Moreira, a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Marly Cruz, a vice-presidente adjunta de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Eduarda Cesse, e o diretor da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), Marco Menezes, foram homenageados pelo governo moçambicano. Outras pessoas também foram homenageadas, em reconhecimento a suas contribuições.

A Fiocruz participará da mesa-redonda Construindo sistemas de saúde resilientes e sustentáveis rumo ao alcance das metas de cobertura universal de saúde através do desenvolvimento da força de trabalho: experiências, inovações e tendências. O evento reunirá representantes de instituições de Moçambique, Portugal, Cabo Verde e da Universidade das Nações Unidas para discutir estratégias de formação de profissionais, fortalecimento institucional e inovação na educação em saúde.

Fonte: Fiocruz

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