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A Eurásia emergiu como uma arena essencial para os desenvolvimentos globais em 2025, em meio a turbulências, incertezas, e também esperanças de paz e aspirações de prosperidade.
Tendo como pano de fundo os contínuos combates e os esforços diplomáticos em torno da crise na Ucrânia, a Eurásia também viu uma redução das tensões políticas na Ásia Central e no Cáucaso do Sul, juntamente com crescentes oportunidades de cooperação política e econômica multilateral com a China.
NEGOCIAÇÕES DE LONGA DURAÇÃO E CONFLITO SEM FIM
A crise na Ucrânia se arrasta há três anos e dez meses, sem mudanças decisivas no campo de batalha até o momento, enquanto a Rússia detém atualmente uma certa vantagem.
Em meio a promessas esporádicas de cessar-fogo e hostilidades prolongadas, tanto a Rússia quanto a Ucrânia se envolveram em negociações com o objetivo de acabar com o conflito, mas nenhuma resultou em uma interrupção duradoura dos combates.
O cessar-fogo limitado de 30 dias, que teve como alvo a infraestrutura energética e começou em março, e a trégua da Páscoa, em abril, levaram apenas a acusações mútuas de violações por ambas as partes.
As três rodadas de negociações diretas entre Moscou e Kiev, realizadas entre maio e julho, as primeiras desde a suspensão das negociações em março de 2022, não alcançaram nenhum avanço significativo, apesar de resultados limitados, incluindo trocas de prisioneiros e a repatriação dos corpos de soldados mortos.
O presidente russo, Vladimir Putin, e seu homólogo americano, Donald Trump, se reuniram em 15 de agosto no estado americano do Alasca, sem chegar a um acordo concreto, enquanto a Ucrânia, juntamente com outros países europeus, manifestou preocupação com o fato de estar sendo marginalizada.
Os Estados Unidos propuseram um plano de 28 pontos em novembro, que foi posteriormente revisado pela Ucrânia e por países europeus, mas ainda assim não obteve a plena aceitação da Rússia. O encontro entre Estados Unidos, Europa, Rússia e Ucrânia, em dezembro, em Miami, Flórida, não apresentou progressos significativos.
Analistas observaram que, com profundas divergências persistindo sobre questões como disputas territoriais, garantias de segurança para a Ucrânia, acordos de manutenção da paz e o gerenciamento de ativos russos, as perspectivas para a resolução do conflito continuam incertas.
No campo de batalha, as forças russas assumiram o controle de mais de 300 áreas povoadas este ano, incluindo o centro logístico estratégico de Krasnoarmeysk (Pokrovsk), recentemente capturado, enquanto as forças ucranianas continuaram repelindo os avanços russos em partes das regiões de Sumy, Kharkiv, Donetsk e Zaporizhzhia, e lançaram frequentes ataques de artilharia e drones contra diversas regiões do oeste da Rússia. Dito isso, a situação no campo de batalha ficou cada vez mais desafiadora para a Ucrânia.
“Não haverá resolução para a crise na Ucrânia, dada a falta de ajustes fundamentais nos conceitos de segurança e nas decisões estratégicas de todas as partes envolvidas”, disse Han Lu, vice-diretor do Departamento de Estudos Europeus e da Ásia Central do Instituto Chinês de Estudos Internacionais.
“Trump só exercerá pressão máxima sobre a Ucrânia para garantir seu sucesso político nas eleições de meio de mandato dos EUA em 2026, já que não tem mais poder de barganha contra a Rússia”, acrescentou Han.


