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Alinhada ao tema da União Africana (UA) para 2025 — “Justiça para africanos e afrodescendentes por meio de reparações” — e à resolução da Assembleia Geral da UA que propõe criminalizar o colonialismo, a Etiópia participa, na Argélia, de uma conferência internacional dedicada ao tema.

A delegação etíope é chefiada pela embaixadora Hirut Zemene, representante permanente do país junto à UA e à Comissão Econômica das Nações Unidas para a África, que atua em nome do ministro das Relações Exteriores. O embaixador Muktar Mohamed, chefe da missão etíope em Argel, também integra a comitiva.

Realizado sob o lema “Corrigindo injustiças históricas por meio da criminalização do colonialismo”, o encontro reúne ministros das Relações Exteriores de diversos países, embaixadores africanos que compõem o Conselho de Paz e Segurança da UA, representantes da Comunidade do Caribe (CARICOM) e o comissário da UA para Assuntos Políticos, Paz e Segurança, Bankole Adeoye, que participa em nome do presidente da Comissão da UA.

A conferência conta ainda com historiadores africanos e especialistas em direito internacional de países do continente, do Caribe e de outras regiões. Durante dois dias, os participantes discutem crimes humanitários, sociais, econômicos e políticos cometidos contra africanos e afrodescendentes ao longo do período colonial.

O encontro faz referência constante à Declaração Afro-Caribenha de Adis Abeba, aprovada na Cúpula de Chefes de Estado e Governo de nações africanas e caribenhas. A conferência será encerrada com a divulgação de um comunicado oficial.

Fonte: Ministério das Relações Exteriores da Etiópia.

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