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A Coreia do Norte abrange um universo cultural peculiar, profundamente moldado pelo Estado, mas também carregado de criatividade e identidade própria.
Nas artes visuais, predomina o chamado “realismo socialista”, onde a pintura e a escultura servem como vitrine para o ideal revolucionário e para exaltar os líderes do país. Entre os nomes mais conhecidos está Lee Quede, que ajudou a consolidar a estética modernista adaptada ao regime; Entre outros, a Mansudae Art Studio, maior ateliê de arte estatal; e Jong Chang Mo, pintor conhecido por retratos realistas de trabalhadores e camponeses.
Na literatura, a palavra é usada como ferramenta para educar e inspirar. Obras que exaltam heróis revolucionários e a vida coletiva são centrais, mas há autores que conseguiram se destacar também pelo valor artístico. É o caso de Paek Nam-nyong, autor do romance Friend, que aborda dilemas cotidianos dentro de uma sociedade controlada; Hong Sok-jung, premiado por obras como Hwang Jin-i, que inclusive ganharam reconhecimento fora da Coreia; e Han Sorya, considerado um dos escritores de ficção mais importantes da história da Coreia do Norte.
Já na música, a Coreia do Norte equilibra tradição e modernidade. O compositor Kim Won-gyun marcou a história como autor de hinos patrióticos e da música nacional, estabelecendo as bases da canção revolucionária. Nos anos 1980, surgiu o Pochonbo Electronic Ensemble, que uniu sintetizadores e arranjos modernos a letras ideológicas, tornando-se um dos grupos mais populares do país. Mais recentemente, a Moranbong Band, formada por iniciativa de Kim Jong Un, trouxe um estilo que mistura elementos pop ocidentais com o discurso político, servindo também como instrumento de diplomacia cultural.
Entre murais coloridos, romances patrióticos e canções que combinam tradição e propaganda, a cultura norte-coreana é um reflexo do próprio país: controlada, simbólica, mas também cheia de nuances que revelam como a arte encontra sempre formas de sobreviver e se expressar.
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