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Sob determinação do presidente dos Emirados Árabes Unidos, xeique Mohamed bin Zayed Al Nahyan, o país anunciou um pacote de ajuda humanitária de emergência de US$ 30 milhões para apoiar a população afetada pela piora da situação em El Obeid, no Sudão.
A assistência será distribuída por meio da Agência de Ajuda dos Emirados Árabes Unidos (UAE Aid Agency) e, segundo o governo, reflete o compromisso do país com a assistência humanitária e o apoio ao povo sudanês.
O anúncio ocorre em meio à intensificação da crise humanitária em El Obeid e nas áreas vizinhas, onde civis e deslocados enfrentam necessidades crescentes de alimentos, atendimento médico, água potável e abrigo.
Os Emirados Árabes Unidos defenderam uma resposta humanitária imediata e coordenada para garantir que a ajuda essencial chegue rapidamente às pessoas afetadas, especialmente aos grupos mais vulneráveis.
O governo também reiterou que a proteção dos civis em El Obeid e em todo o Sudão deve permanecer como prioridade da comunidade internacional. Além disso, pediu que todas as partes envolvidas no conflito respeitem o direito internacional humanitário, evitem a escalada da violência em áreas povoadas e assegurem o acesso imediato, seguro e sem restrições da ajuda humanitária.
O ministro de Estado e integrante do Conselho Internacional Humanitário e Filantrópico, xeique Shakhboot bin Nahyan Al Nahyan, afirmou que a resposta emergencial reflete o compromisso da liderança emiradense de colocar as pessoas no centro de sua atuação humanitária. Segundo ele, neste momento, a prioridade deve ser proteger os civis, garantir corredores humanitários seguros e atender às necessidades urgentes de deslocados e dos grupos mais vulneráveis, especialmente crianças, idosos, mulheres e pessoas doentes.
Shakhboot acrescentou que os Emirados Árabes Unidos continuarão apoiando o povo sudanês e trabalhando com parceiros humanitários e organismos internacionais para aliviar o sofrimento da população civil, fortalecer a resposta humanitária e evitar um agravamento da crise. O ministro também afirmou que o país considera essencial que o sofrimento dos civis não seja politizado e que os esforços internacionais permaneçam concentrados em salvar vidas e responsabilizar os autores de violações por meio de mecanismos independentes, profissionais e imparciais.
Segundo Shakhboot, desde o início da crise no Sudão, os Emirados Árabes Unidos destinaram cerca de US$ 800 milhões em assistência ao país, reafirmando seu compromisso de apoiar a população sudanesa, a resposta humanitária internacional, os refugiados, os deslocados e as comunidades mais afetadas pelo conflito.
O presidente da Agência de Ajuda dos Emirados Árabes Unidos, Tareq Ahmed Al Ameri, afirmou que os recursos fazem parte dos compromissos assumidos pelo país para apoiar os planos de resposta humanitária em cooperação com as Nações Unidas e seus parceiros, contribuindo para o fornecimento de alimentos, assistência médica, abrigo e apoio a refugiados, deslocados e outros grupos vulneráveis. A ajuda será distribuída em parceria com as Nações Unidas e outras organizações humanitárias, beneficiando comunidades vulneráveis tanto no Sudão quanto nos países vizinhos.
Os Emirados Árabes Unidos reiteraram ainda que não há solução militar para a crise no Sudão e defenderam que a prioridade deve ser proteger a população civil, garantir o acesso da ajuda humanitária, conter a escalada do conflito e apoiar um processo político liderado por civis que conduza a uma paz duradoura, preserve a unidade e a estabilidade do país e atenda às aspirações do povo sudanês por segurança, prosperidade e uma vida digna.


