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O subsecretário para Assuntos de Energia e Petróleo do Ministério da Energia e Infraestrutura, Sharif Al Olama, apresentou os avanços dos Emirados Árabes Unidos em direção às metas de energia limpa para 2030 e a estratégia do país para construir um sistema mais limpo, inteligente e resiliente durante a 50ª edição da Middle East Energy.
Ao participar da sessão “Marcos dos Emirados Árabes Unidos para 2030: acelerando a matriz de energia limpa”, Al Olama ressaltou que o país adota uma abordagem equilibrada e pragmática para a transição energética, conciliando metas climáticas ambiciosas com segurança energética, preços acessíveis, confiabilidade e crescimento econômico de longo prazo.
“A questão diante de nós não é simplesmente como gerar mais energia. É como construir um sistema energético mais limpo, inteligente, eficiente e resiliente, capaz de sustentar o crescimento econômico de longo prazo”, disse.
Para Al Olama, a energia é fundamental para a indústria, a tecnologia, a mobilidade e a prosperidade e tem peso cada vez maior na competitividade dos países. Diante do crescimento da demanda e das rápidas mudanças tecnológicas, incluindo o avanço da inteligência artificial, o subsecretário defendeu sistemas capazes de atender às necessidades de data centers, eletrificação, novas formas de mobilidade e expansão industrial.
A autoridade salientou ainda que o país vem ampliando sua capacidade de energia limpa com investimentos em grandes projetos solares, na Usina de Energia Nuclear de Barakah, em armazenamento de energia, redes elétricas e novas tecnologias.
Al Olama citou ainda o projeto de energia renovável 24 horas por dia, que combina geração solar com sistemas de baterias de grande escala para fornecer eletricidade limpa de forma contínua. O subsecretário explicou que aumentar a eficiência energética é uma prioridade ambiental e econômica, porque ajuda a reduzir custos, reforçar a segurança energética, diminuir a pressão sobre as redes elétricas, elevar a produtividade industrial e atender ao crescimento da demanda sem investimentos desnecessários em capacidade adicional.
Durante a sessão, Al Olama também abordou a Aliança Global para Eficiência Energética (GEEA, na sigla em inglês), lançada pelos Emirados Árabes Unidos para transformar compromissos internacionais nessa área em ações concretas.
A aliança reúne governos, empresas de tecnologia, representantes da indústria e instituições financeiras para aproximar oportunidades de eficiência energética do conhecimento técnico, das tecnologias e dos recursos necessários para convertê-las em projetos mensuráveis, financeiramente viáveis e com potencial de expansão.
Embora muitas das tecnologias, soluções e fontes de financiamento necessárias para melhorar a eficiência energética já estejam disponíveis, ainda é preciso conectá-las de forma mais eficaz, observou Al Olama.
“A tecnologia existe. O capital existe. A demanda existe. O que muitas vezes falta é a ponte entre eles”, afirmou.
O subsecretário também defendeu maior cooperação no setor energético. Para ele, cabe aos governos criar políticas e regras que favoreçam essa transformação, enquanto o setor privado deve fornecer tecnologia e inovação e as instituições financeiras, mobilizar os recursos necessários para ampliar as soluções. “A próxima fase da transição energética global não será avaliada apenas pelas metas anunciadas. Será avaliada pelos projetos realizados, pelos sistemas modernizados, pela redução da demanda e pelos investimentos mobilizados”, disse.
Al Olama reiterou o compromisso dos Emirados Árabes Unidos de investir em energia limpa, aumentar a eficiência energética, modernizar a infraestrutura e estimular a inovação em parceria com governos, empresas e instituições de diferentes países. “O futuro da energia não será definido por quem espera a mudança. Será definido por quem tiver coragem de liderá-la”, concluiu.


