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A Embaixada do Sultanato de Omã no Brasil realizou, na noite de quinta-feira (27), a recepção oficial em celebração ao Dia Nacional omanita, comemorado em 18 de novembro, data que marca o nascimento do Sultão Qaboos bin Said, líder responsável pela modernização e pelas principais reformas estruturais do país. O evento reuniu autoridades brasileiras, membros do corpo diplomático e convidados do governo omanita, reforçando a relevância dos vínculos entre Mascate e Brasília ao longo de mais de cinco décadas de relações bilaterais.

Foto: Embaixada do Sultanato de Omã no Brasil

Abrindo a cerimônia, o embaixador Abdul Ghaffar Bin Abdul Karim Al-Bulushi compartilhou impressões pessoais sobre sua experiência no Brasil. Ele destacou que esta é sua primeira missão na América do Sul após quase quatro décadas de carreira em outras regiões. Ressaltou ainda que a cordialidade e a simpatia do povo brasileiro marcaram profundamente sua vivência no país. O diplomata mencionou a presença da esposa e dos filhos no evento, enfatizando a importância do apoio familiar em sua trajetória.

No pronunciamento oficial, o embaixador ressaltou o legado dos sultões que garantiram unidade e soberania ao Sultanato. Relembrou o processo de Renascença iniciado em 1970 pelo Sultão Qaboos bin Said e destacou que Omã segue avançando sob a liderança do Sultão Haitham bin Tariq, cujo programa de governo concilia tradição e modernização, com foco no desenvolvimento sustentável. Ele reafirmou o compromisso do país com a neutralidade positiva, a solução pacífica de controvérsias e o respeito ao direito internacional. Mencionou também o apoio do Sultanato à causa palestina e à implementação da solução de dois Estados, com Jerusalém Oriental como capital palestina.

Foto: Embaixada do Sultanato de Omã no Brasil

Al-Bulushi observou que o comércio bilateral entre Omã e Brasil ultrapassou 1,37 bilhão de dólares entre janeiro e setembro de 2025, refletindo uma cooperação consolidada. Destacou que Omã avança na implementação da Visão 2040, que ampliou a participação dos setores não petrolíferos na economia — atualmente superiores a 65% do PIB — e contribuiu para a redução da dívida pública. Ele também mencionou os esforços do país na transição energética, incluindo investimentos em hidrogênio verde, energias renováveis, mercado de carbono e projetos de reflorestamento.

Foto: Embaixada do Sultanato de Omã no Brasil

Representando o governo brasileiro, o embaixador Clélio Nivaldo Crippa Filho, diretor do Departamento de África e Oriente Médio do Ministério das Relações Exteriores, ressaltou que as relações entre Brasil e Omã se baseiam em respeito mútuo, aproximação diplomática e crescente cooperação. Lembrou que a Embaixada do Brasil em Mascate, inaugurada em 2008, permanece como a única missão diplomática latino-americana na capital omanita, e que a Embaixada de Omã em Brasília, aberta em 2010, é a única representação oficial do Sultanato na América Latina. Crippa recordou visitas recentes de autoridades brasileiras a Mascate e destacou o expressivo crescimento do comércio bilateral, que passou de 27 milhões de dólares em 2000 para mais de 2 bilhões de dólares em 2024.

Foto: Embaixada do Sultanato de Omã no Brasil

O representante brasileiro enfatizou que Brasil e Omã compartilham posições convergentes em temas globais relevantes, incluindo a necessidade de criação de um Estado palestino independente como condição essencial para a estabilidade no Oriente Médio. Ele também destacou o potencial de expansão das áreas de cooperação bilateral, como educação, ciência e tecnologia, energias renováveis, logística e turismo.

*É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.

Fotos: Matheus Selim

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