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A Embaixada da República do Paraguai no Brasil promoveu o encontro empresarial “Paraguai: Conexões para Negócios e Integração Regional”, reunindo autoridades, representantes do corpo Diplomático, empresários, entidades empresariais e parceiros estratégicos em uma noite dedicada à aproximação entre os setores produtivos dos dois países.

Realizado na sede da representação diplomática paraguaia, em Brasília, o encontro teve como foco a criação de novas oportunidades de negócios, a atração de investimentos, o fortalecimento das relações empresariais e a integração das cadeias produtivas de Paraguai e Brasil.

A mensagem central da noite foi apresentada pelo Embaixador do Paraguai no Brasil, Juan Ángel Delgadillo, que destacou a complementaridade das duas economias e defendeu uma integração cada vez mais profunda entre os mercados.

“Nossos países crescem mais quando crescem juntos.”

A afirmação sintetizou o principal eixo do discurso do embaixador, que apresentou a relação entre Paraguai e Brasil como uma oportunidade para que empresas dos dois países ampliem sua competitividade por meio da cooperação, da produção integrada e da construção de parcerias de longo prazo.

Integração produtiva como estratégia de competitividade

Segundo Delgadillo, Brasil e Paraguai são economias “profundamente conectadas e, sobretudo, complementares”. Na avaliação apresentada pelo diplomata, o Brasil reúne um grande mercado consumidor, uma sólida base industrial e empresas altamente competitivas, enquanto o Paraguai oferece condições favoráveis para a produção, localização estratégica e oportunidades para novos investimentos.

Para o embaixador, a combinação dessas características pode criar um ambiente favorável à integração das cadeias produtivas e à ampliação da competitividade empresarial.

“Quando combinamos essas vantagens, podemos integrar nossas cadeias produtivas, ampliar a competitividade de nossas empresas e gerar aquilo que deve ser um dos grandes objetivos da integração: prosperidade compartilhada.”

A proposta apresentada pelo representante paraguaio vai além da simples expansão comercial entre os dois mercados. O objetivo, segundo Delgadillo, é estimular um modelo de cooperação no qual empresas brasileiras e paraguaias possam aproveitar as vantagens competitivas existentes em cada país e atuar de maneira coordenada.

Nesse contexto, o embaixador ressaltou que a presença de empresas brasileiras no Paraguai não deve ser interpretada necessariamente como uma substituição da produção realizada no Brasil. Para ele, os investimentos podem contribuir para uma organização mais eficiente das cadeias produtivas, com ganhos para os dois países.

“Produzir juntos” como novo conceito de integração

Ao abordar a presença empresarial brasileira no Paraguai, Delgadillo reforçou a necessidade de avançar de uma lógica de atuação isolada para um modelo de produção integrada.

“Mais do que pensar em produzir no Paraguai e no Brasil, queremos pensar, cada vez mais, em como podemos produzir juntos, conectar mercados e construir oportunidades para ambos os países.”

A declaração reforça uma visão de integração econômica baseada na complementaridade, na cooperação empresarial e na geração de oportunidades para investimentos de longo prazo.

Para o diplomata, a aproximação entre empresas, investidores e instituições é parte fundamental desse processo. A construção de confiança, nesse sentido, aparece como um dos elementos necessários para transformar relações institucionais em negócios concretos.

“Esse é o espírito desta noite: aproximar pessoas, gerar confiança e transformar novas conexões em negócios, investimentos e parcerias.”

Empresas brasileiras como exemplos de integração

Durante o encontro, o embaixador também citou a trajetória da C.Vale no Paraguai como exemplo concreto da presença empresarial brasileira no país e da possibilidade de construção de relações econômicas de longo prazo.

A cooperativa brasileira, presente no Paraguai desde 1998, foi apresentada como uma empresa que desenvolveu uma trajetória de atuação no país e que contribui para o fortalecimento da integração econômica entre os dois mercados.

A participação da C.Vale no evento permitiu apresentar aos convidados sua estrutura produtiva, seus mercados de exportação e sua experiência internacional.

C.Vale apresenta estrutura produtiva e atuação internacional

Representando a C.Vale, Fernando Aguiar apresentou a trajetória da cooperativa, sua estrutura e seus negócios no setor de alimentos.

Com mais de 25 mil associados e mais de 15 mil empregados, a cooperativa atua em diferentes segmentos da produção agroindustrial, incluindo aves, peixes, leite, mandioca, soja e arroz.

Aguiar destacou a importância da integração da cadeia produtiva, da rastreabilidade e dos padrões internacionais de qualidade para a estratégia de expansão da empresa.

A C.Vale também apresentou dados relacionados à sua produção e às exportações. Segundo os números apresentados durante o encontro, a empresa exportou, no ano anterior, para mais de 67 países, tendo entre seus principais mercados países como China, Japão, México, África do Sul, Reino Unido e outros mercados europeus.

Na área de aves, a empresa informou destinar aproximadamente 60% da produção à exportação, enquanto os produtos processados representam cerca de 72% das vendas destinadas ao mercado externo. No segmento de peixes, aproximadamente 25% da produção é exportada, principalmente para os Estados Unidos.

A empresa também destacou suas certificações internacionais, entre elas a BRC, grau A+, e a Halal, além do fornecimento para grandes redes internacionais de alimentação.

Selmi destaca força das marcas Renata e Galo

O encontro também contou com a participação de Roberto Bloch, gerente comercial da Selmi Alimentos, que apresentou o portfólio da companhia e sua atuação nos mercados brasileiro e internacional.

Durante sua apresentação, Bloch destacou as marcas Renata e Galo, conhecidas no mercado brasileiro, além da diversidade do portfólio da empresa, que inclui massas, biscoitos recheados, biscoitos amanteigados, biscoitos com leite, wafers, biscoitos doces e salgados.

A empresa também apresentou produtos tradicionais como Maizena e Maria, além da linha de massas Galo.

Segundo Bloch, a companhia já possui operações de exportação para mercados como Paraguai e Venezuela, reforçando a importância da expansão internacional e da construção de novos canais comerciais.

Diplomacia econômica como ponte para novos negócios

Mais do que uma apresentação institucional, o encontro promovido pela Embaixada do Paraguai buscou criar um ambiente para o contato direto entre empresários, autoridades e representantes diplomáticos.

A iniciativa evidencia o papel da diplomacia econômica na aproximação entre empresas e na identificação de oportunidades de investimentos, comércio e cooperação.

Ao colocar no centro do debate a integração das cadeias produtivas, o Paraguai reforça sua estratégia de aproximação com o setor empresarial brasileiro e de atração de investimentos capazes de gerar relações econômicas duradouras.

Para Delgadillo, a integração entre os dois países deve resultar em benefícios compartilhados e em novas oportunidades para empresas paraguaias e brasileiras.

“Que este encontro seja mais um passo na construção de uma relação cada vez mais integrada e de uma prosperidade verdadeiramente compartilhada entre paraguaios e brasileiros.”

Uma noite de conexões, diplomacia comercial e negócios

Além das apresentações institucionais e empresariais, o encontro proporcionou aos convidados uma experiência gastronômica com produtos das empresas participantes, criando um ambiente informal para networking, relacionamento e novas conexões comerciais.

A noite reuniu diplomacia, negócios e relacionamento empresarial em torno de uma agenda comum: aproximar mercados, fortalecer parcerias e transformar conexões em oportunidades concretas de negócios e investimentos.

A mensagem deixada pelo embaixador Juan Ángel Delgadillo sintetiza o propósito da iniciativa: para Paraguai e Brasil, a integração regional pode ser mais do que uma relação comercial entre mercados vizinhos. Pode representar a construção conjunta de cadeias produtivas, investimentos e oportunidades capazes de gerar crescimento e prosperidade compartilhada.

Paraguai e Brasil: conectando mercados, fortalecendo parcerias e construindo oportunidades juntos.

*É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.

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