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A Embaixada da França realizou, nesta quinta-feira (1º) o evento “França-Brasil: Dois países para uma saúde única”, que apresentou os projetos da cooperação científica entre os dois países.

Membros do Executivo, como a Ministra da Saúde, Nisia Trindade, e representantes da sociedade civil participaram dessa jornada de redescoberta dos excelentes resultados desta pesquisa conjunta.

Quatro organizações de pesquisa francesas presentes no Brasil estavam representadas: o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), o Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), Instituto Pasteur e o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica (CIRAD).

Entre os projetos presentados estão a colaboração entre os serviços de saúde da Guiana Francesa e do Amapá, visando encontrar soluções conjuntas e compartilhar as melhores práticas na fronteira comum; a estratégia de implantação do Institut Pasteur no Brasil, com unidades em São Paulo e em Fortaleza, com parceiros como a USP e a Fiocruz; além de estudos sobre imunologia, arboviroses e de preservação do meio ambiente para a proteção da saúde, entre outros.

Conforme lembrou a embaixada francesa “no Brasil e na França, cientistas trabalham juntos para propor métodos e abordagens inclusivas que compreendam a saúde de forma mais global em uma abordagem de Saúde Única.”

O evento também incluiu a exibição do documentário “A Fábrica de Pandemias”, da jornalista francesa Marie-Monique Robin, conhecida por seu jornalismo investigativo sobre temas relacionados a direitos humanos e meio ambiente. O filme foi coproduzido pelo IRD e pelo CIRAD e analisa os vínculos entre saúde e biodiversidade e, mais especificamente, os fatores por trás do surgimento de doenças infecciosas.

Em seu discurso, a ministra Nisia Trindade, disse que a França e o Brasil têm um longo histórico de colaboração. “Com base nessa tradição e nos desafios do presente, tenho certeza que podemos, de fato, construir uma agenda de cooperação de valorização das ciências da vida e da saúde”.

Disse ainda que os dois países têm muita afinidade e o encontro mostra como Brasil e França têm enfrentado os desafios do presente. Ela citou como exemplo as lições durante a pandemia.

Nisia complementou dizendo que “o nexo entre saúde e ambiente numa perspectiva integral, como se propõe nesse seminário, será fundamental para pensarmos não só o futuro da saúde, mas o futuro das nossas sociedades”.

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