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O governo do Brasil doou, em caráter de cooperação humanitária, 4 mil toneladas de arroz tipo 1 ao Líbano, comunicou o Itamaraty em nota.
A carga, dividida em quatro lotes, foi embarcada no passado mês de novembro e deve chegar ao porto de Beirute ao longo de janeiro de 2022.
O envio  foi prometido pelo presidente Jair Bolsonaro após a explosão em Beirute, em agosto de 2020.  A tragédia deixou mais de 200 mortos, 6 mil feridos e uma parcela da cidade destruída, depois de um incêndio no porto da capital.
Na época do desastre, o ex-presidente Michel Temer, descendente de libaneses, foi escolhido para coordenar  uma missão para Beirute que anunciou o auxílio do Brasil. Naquele momento, foram enviadas 6 toneladas de insumos básicos de saúde, como antibióticos, corticoides, analgésicos, ataduras, seringas e cateteres. Além disso, um voo levou cerca de 100 mil máscaras cirúrgicas, 300 ventiladores pulmonares e alimentos.
Em 2021, o Ministério das Relações Exteriores (MRE), por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), ficou responsável pela condução do processo do transporte marítimo do porto brasileiro de origem do carregamento de arroz até o país de destino.
O arroz “foi alocado dos estoques públicos brasileiros junto à CONAB e ao Ministério da Agricultura”, indicou o Itamaraty na nota oficial divulgada em agosto de 2021. “Em seguida, foram realizados contatos com as Nações Unidas, com vistas a obter apoio operacional e logístico para o envio marítimo da carga, com recursos financeiros do Governo brasileiro”, explicou o MRE.
Desde a explosão, Beirute convive com a pobreza e a fome. De acordo com o Programa da ONU para a Alimentação, metade da população libanesa vive abaixo da linha da pobreza. A desvalorização da moeda e da inflação tornaram alimentos inacessíveis, num país que importa praticamente tudo. O que torna a ajuda brasileira muito bem-vinda nesse momento de dificuldade.
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