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A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) e a Associação dos Extratores de Solventes da Índia (SEA), associações que representam as indústrias de óleos vegetais do Brasil e da Índia, respectivamente, assinaram em 2023 um protocolo que estabelece uma colaboração robusta entre os dois países em esse segmento industrial.

A parceria ganhou um novo capítulo com a visita da delegação indiana ao Brasil, organizada recentemente pela SEA e apoiada pela ABIOVE. Na agenda estiveram visitas técnicas a plantas industriais de britagem e biodiesel, terminais logísticos e propriedades rurais, além de apresentações e reuniões com empresas do setor, associação de sementes (incluindo visita à Exposição Brasileira de Sementes), representantes do governo brasileiro, uma valiosa troca de informações.

As indústrias de óleos vegetais do Brasil e da Índia, representadas, respectivamente, pela ABIOVE e SEA, conseguiram estabelecer um diagnóstico compartilhado e alinhado de oportunidades e desafios. O Brasil tem potencial para esmagar mais soja para atender ao crescimento do biodiesel e dos mercados domésticos de alimentos, bem como ao aumento do consumo de óleos vegetais para alimentação na Índia.

O consumo interno de óleos vegetais na Índia deverá crescer 1 milhão de toneladas por ano durante os próximos dez anos. Embora haja uma demanda crescente, o desafio de aumentar a moagem de soja no Brasil reside na necessidade de ampliar os mercados e os usos do farelo de soja.

Há uma gama de opções para melhorar a moagem de soja no Brasil, porém, ações concretas ainda precisam ser trabalhadas. O plano de trabalho inclui:

Posição brasileira: viabilizar a exportação de farelo de soja para a Índia. Hoje o mercado está fechado, pois a Índia não autoriza a produção ou importação de produtos provenientes de culturas geneticamente modificadas (OGM).

Posição indiana: diversificação da produção de oleaginosas, incentivo à produção de soja não geneticamente modificada, com foco no aumento da produção de soja e outras oleaginosas para atender à crescente demanda por óleos comestíveis e maior utilização da proteína de soja na nutrição humana.

“Nenhuma opção deve ser descartada e a cooperação entre a indústria de óleos vegetais dos países viabilizará as soluções. O que é certo e claro é que a delegação indiana poderá verificar pessoalmente a qualidade da cadeia produtiva da soja desde a produção de sementes, plantio de soja e algodão, processamento para extração de farelo e óleo e logística de exportação, tudo com elevados controles fitossanitários e realizado de forma eficiente. Certamente, os representantes da SEA trarão uma boa imagem aos seus colegas na Índia e no Sudeste Asiático”, disseram fontes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE).

Fonte: Agriculture Post.

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