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A Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou nesta terça-feira (22), por unanimidade, a indicação do diplomata Paulo Uchôa Ribeiro Filho para comandar a embaixada do Brasil na Arábia Saudita e, cumulativamente, no Iêmen. A indicação (MSF 11/2025) teve relatório do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

O indicado falou sobre o papel exercido pela Arábia Saudita no Oriente Médio. De acordo com ele, o país se destaca como a principal liderança dos mundos árabe e muçulmano.

— A Arábia Saudita atravessa um momento de vigorosa atividade econômica e crescente influência política, tanto regional como global. Nossas relações têm sido marcadas pela amizade, colaboração e elevado grau de complementariedade econômica. Desde 2023, foram registradas sete visitas brasileiras e duas visitas sauditas de alto nível — pontuou.

O senador Hamilton Mourão elogiou a trajetória profissional do diplomata. Para ele, a Arábia Saudita se apresenta como um mercado emergente para o Brasil.

— O embaixador possui larga experiência no serviço diplomático brasileiro, principalmente no Oriente Médio, onde já esteve no Líbano, no Iraque e na própria Arábia Saudita, ou seja, é um conhecedor da área. Foi promovido em todos os postos da carreira por merecimento — ressaltou.

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O diplomata Sérgio Rodrigues dos Santos foi indicado para o cargo de embaixador do Brasil na Rússia e, cumulativamente, no Uzbequistão. A mensagem (MSF 2/2025) teve relatório do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), lido pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). A indicação agora será analisada pelo Plenário.

Sérgio Rodrigues dos Santos destacou a importância da Rússia no cenário internacional e reforçou a necessidade das boas relações com o país.

— É impossível entender o sistema internacional sem levar em conta o papel desempenhado pela Rússia. Atualmente, há uma reconfiguração da ordem mundial para um cenário de crescente multipolaridade, tendo a Rússia como um dos seus centros de poder. As relações bilaterais foram estabelecidas em 1828. A Rússia é uma parceira de grande relevância para o Brasil, aliada no Brics e G20, de importância estratégica para o Brasil nos campos econômico, comercial e tecnológico — resumiu.

Ao ler o relatório com a indicação do diplomata, Veneziano lembrou que as relações bilaterais com a Rússia se estabeleceram há quase 200 anos, em 1828, e elogiou o indicado.

— Aqui ficou demonstrado que tem a capacidade de poder estabelecer, institucionalmente, condições para facilitar os nossos acessos [e] àqueles que conduzem as estratégias políticas e econômicas do nosso Executivo […] — observou.

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Por sua vez, Eduardo Paes Saboia deve ser embaixador do Brasil na Áustria. A mensagem presidencial com a indicação (MSF 4/2025) teve relatório do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da CRE. A matéria segue agora para o Plenário.

O indicado destacou a longa relação bilateral estabelecida entre Brasil e Áustria, que em 2025 completa oficialmente 200 anos — mas que se iniciou antes, em 1817, quando D. Pedro I se casou com a princesa austríaca Maria Leopoldina.

— A relação entre Brasil e Áustria tem dimensão histórica e merece ser valorizada. Se aprovado, quero construir uma agenda de contatos políticos, inclusive entre parlamentares brasileiros e austríacos. A boa interlocução política e diplomática é essencial para o avanço em outras dimensões do relacionamento, inclusive o econômico e comercial — ressaltou.

Nelsinho Trad falou sobre a política externa austríaca, que, assim como no Brasil, tem tradição de busca de consensos e soluções negociadas. O senador também chamou a atenção para a economia do país.

— A Áustria detém um dos mais altos níveis de desenvolvimento e de renda per capita do mundo. O país se destaca no âmbito da União Europeia pela economia estável, com base industrial sólida, sustentada por setores tecnológicos de ponta, como de máquinas, equipamentos, farmacêutico e químico — comentou.

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O CRE aprovou também aprovou a indicação do nome de André Veras Guimarães para chefiar a embaixada do Brasil no Irã. Antes de ter seu nome aprovado, ele foi sabatinado pelos membros da comissão. Agora a indicação segue para o Plenário do Senado.

A mensagem com o nome de André (MSF 9/2025) foi lida pelo relator da indicação, senador Esperidião Amin (PP-SC).

André afirmou, durante a sabatina, que a indicação para chefiar uma embaixada é o momento pelo qual todos que escolhem a carreira diplomática esperam. Ele lembrou que os dois países possuem relação secular e enalteceu a entrada do Irã no Brics.

— Brasil e Irã mantêm relações diplomáticas há mais de 120 anos. Em junho serão 122 anos. Essas relações estão ancoradas em cerca de duas dezenas de acordos. Os dois países não têm diferenças maiores quanto a temas da agenda internacional e têm se apoiado mutuamente em candidaturas e votações em organismos internacionais — apontou.

Para Esperidião Amin, a relação com o Irã deve ser vista com carinho pelo Brasil.

— O Irã representa o comércio menos cultivado dos nossos polos de comércio, com pouco intercâmbio cultural, filosófico. Quanto ao regime de governo, temos que nos conformar com algo que decorre da história, que tem seis, sete mil anos de civilização. O Irã tem um papel importante para a agricultura brasileira, especialmente da região Sul — declarou.

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