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Em comemoração aos 52 anos de independência de Bangladesh, a embaixadora deste país no Brasil, Sadia Faizunnesa, recebeu convidados no dia 20, para apreciar deliciosas comidas típicas bengalis, além de se maravilhar com um espetáculo de danças tradicionais e vídeos repletos das belezas da nação bengali.

Estiveram presentes no evento a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves; o embaixador do Brasil em Bangladesh, Paulo Dias Félix; O Diretor do Departamento da Ásia e Pacífico do Ministério das Relações Exteriores, Eduardo Paes Saboia; embaixadores e outros representantes de missões diplomáticas.

Faizunnesa, durante seu discurso no evento, falou sobre gratidão ao mencionar Bangabandhu Sheikh Mujibur Rahman, o maior bengali de todos os tempos e também Pai da Nação. Foram “mais de duas décadas de liderança e lutas políticas” até Bangladesh se tornar um estado soberano.

Na ocasião a embaixadora bengali também homenageou em suas palavras todas vítimas do genocídio de 1971, “valentes combatentes da liberdade, 3 milhões de mártires, mais de 200 mil mães e irmãs que foram violentadas durante os nove meses de Guerra da Independência”.

Lembrou também que a primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hassima, é filha Bangabandhu. Ele, junto de outros familiares foram brutalmente mortos pelos assassinos do movimento anti-libertação. Hassima foi eleita “21 anos depois de toda a tragédia”, representando hoje um importante símbolo de força, resiliência e empoderação feminina”.

Cida Gonçalves, ministra das Mulheres no Brasil, focou grande parte de seu discurso na necessidade do empoderamento feminino e da luta continua e diária para que a igualdade e equidade sejam atingidas em todos os âmbitos da sociedade. Lembrou que há alguns anos atrás, na embaixada brasileira em Bangladesh, era uma mulher que ocupava a cadeira de embaixadora.

“A cada três minutos, uma mulher sofre violência no Brasil”, disse Cida, completando em seguida que “assim como Bangladesh, o Brasil tem muito a caminhar no que diz respeito à melhoria da qualidade de vida e proteção das mulheres de forma geral”.

O embaixador brasileiro em Bangladesh, Paulo Dias Félix, aproveitou a oportunidade para elogiar Faizunnesa pelo trabalho bem feito, realçando o potencial compartilhado entre as duas nações amigas e suas relações fundamentadas em valores mútuos.

Félix reforçou ainda que há um significativo potencial no âmbito de cooperação a ser explorado entre os dois países, principalmente em setores como agricultura, pecuária, ciência e tecnologia.

Eduardo Paes Saboia, secretário do Departamento de Ásia e Pacífico do Itamaraty, por sua vez, ressaltou que o Brasil foi a primeira nação da América Latina a reconhecer a independência de Bangladesh, estabelecendo relações diplomáticas em 1972.

Países que usufruem de um relacionamento excelente, Saboia recordou que, entre outros, “estão em vigor acordos bilaterais nas áreas de comércio, cultura e educação”. Nos últimos anos, foram realizadas visitas importantes de autoridades de ambas as nações.

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