Durante a Assembleia Geral do Bureau International des Expositions (BIE) órgão sediado na França que é responsável pelas Exposições Mundiais, cinco cidades apresentaram este mês sua candidatura para sediar a “Expo 2030”, programada para ocorrer entre 25 de abril a 25 de outubro daquele ano.
O grande sucesso da Expo 2020 Dubai serviu de inspiração para que mais países se interessassem em hospedar a exposição mundial. Realizada pela primeira vez em Londres em 1851, a Expo já deu ao mundo marcos reconhecidos internacionalmente, como a Torre Eiffel em Paris (em 1889) e o Atomium em Bruxelas (1958), criações construídas apenas para a exposição. A próxima edição, em 2025, será em Osaka, Japão.
Em vídeos preparados especialmente para a ocasião, os líderes nacionais destacaram as visões ambiciosas e a rica história das cidades que se apresentam como futura sede. Cada país teve cerca de 20 minutos para suas apresentações.
A escolha recairá sobre uma dessas cinco: Roma, capital da Itália; Moscou, capital e maior cidade da Rússia; Riad, capital da Arábia Saudita; Odessa, a grande cidade portuária da Ucrânia, e Busan, conhecida cidade costeira da Coreia do Sul.
Cada um dos países que concorrem enviarão informações detalhadas dos seus projetos na próxima Assembleia Geral do BIE. O resultado final ainda depende dos relatórios das missões especiais que vão avaliar cada projeto. O país anfitrião será eleito pelo voto dos 170 países membros do Bureau.
Roma
O ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio, defendeu a candidatura de Roma, dizendo que a ‘Cidade Eterna’ planeja ser sede do evento que teria como lema ‘Pessoas e territórios: regeneração urbana, inclusão e inovação’”;
“Todas as estradas levam a Roma, diz o antigo ditado. Ainda hoje, a ‘Cidade Eterna’ acolhe mais de 30 milhões de turistas por ano. Em seus aeroportos, transitam cerca de 50 milhões de passageiros. Gere grandes eventos, como o Jubileu de 2016, que atraiu mais de 20 milhões de pessoas. O próximo Jubileu, em 2025, representará uma ponte para a Expo”, acrescentou.
Arábia Saudita
Já a Arábia Saudita revelou seus planos ousados para sediar o evento global no final da década. Riad espera aproveitar o sucesso da Expo 2020 Dubai e trazer a feira mundial de volta ao Oriente Médio. Fahd bin Saleh Al Rasheed, presidente-executivo da Comissão Real de Riad, fez um discurso onde enfatizou os avanços tecnológicos da capital saudita.
Rasheed falou sobre como seu país construiu uma das maiores redes de transporte público do mundo, além do Parque Rei Salman, que terá quatro vezes o tamanho do Central Park de Nova York, com 15 milhões de árvores plantadas. Disse ainda que essas iniciativas não prejudicaram o meio ambiente, pois o objetivo era reduzir as emissões de carbono pela metade em menos de uma década. “Riad estará mais do que pronta para sediar a Expo. Será uma oportunidade perfeita para reunir as melhores mentes, ideias e soluções do mundo”, defendeu.
Busan
Por sua vez, o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, afirmou que seu país está empenhado em trabalhar para transformar a vida de todas as pessoas, compartilhando a trajetória de uma nação em desenvolvimento para uma industrializada em cerca de cinco décadas.
“Vamos ajudar os países em desenvolvimento com sua transição verde e digital”, disse ele em seu discurso. “Em 2030, o mundo verá um futuro sustentável se desdobrar em Busan com o objetivo de alcançar a transição digital, verde e a neutralidade de carbono.”
Moscou
Na sequência, o primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, explicou que “a Rússia se dedica ao movimento de exposições internacionais. Acreditamos sinceramente que é hora da maior exposição do mundo chegar à federação russa. O tema que sugerimos é ‘Progresso da humanidade: Uma visão compartilhada para um mundo de harmonia’.
“Trata-se de uma visão de justiça e prosperidade humana, no momento em que o mundo está fazendo uma transição para uma economia verde, isso representa um grande desafio para todos.”
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Odessa
Tecnologia e harmonia estiveram no centro do discurso de Yulia Svyrydenko, vice-primeira-ministra da Ucrânia. Ela falou em usar o poder da ciência para “rehumanizar” as pessoas e não torná-las irrelevantes.
“Vamos fazer valer estes dias, pois o poder da tecnologia ficará claro em 2030”, disse ela. “Queremos ver como a tecnologia nos ajudará a ser mais humanos e não substituir os humanos. “A tecnologia é uma nova religião. O movimento será descobrir e explorar o potencial humano”, finalizou.