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A Ministra das Relações Exteriores do Estado Plurinacional da Bolívia, Celinda Sosa Lunda, que participa da Conferência Ministerial de Emergência sobre a Palestina do Grupo de Haia, falou à imprensa do país anfitrião e reafirmou a posição do governo boliviano diante das violações sistemáticas dos direitos humanos enfrentadas pelo povo palestino.
“O mundo enfrenta uma série de crimes que, de acordo com as decisões da Corte Internacional de Justiça e do direito penal internacional, devem ser investigados, punidos e reparados”, afirmou a autoridade boliviana. Este encontro reúne países comprometidos com a defesa do direito internacional e a busca por justiça diante da grave crise humanitária nos territórios palestinos ocupados por Israel.
A Ministra explicou que não se pode falar em paz enquanto o povo palestino tiver negado seu direito inalienável à autodeterminação. “O muro, o cerco, as demolições de casas, os assentamentos ilegais e a punição coletiva do povo palestino constituem graves violações dos direitos humanos e afrontas à consciência universal”, afirmou.
O Estado Plurinacional da Bolívia apoia todos os esforços por uma solução política justa e duradoura, baseada nas resoluções das Nações Unidas, que inclua o fim da ocupação e a criação de um Estado Palestino independente, com Jerusalém Oriental como capital, em coexistência pacífica com todos os seus vizinhos.
A Ministra Sosa também enfatizou que a América Latina, como região que historicamente lutou pela autodeterminação e contra o colonialismo, desempenha um papel fundamental na defesa da justiça e dos direitos de seus povos. Nesse contexto, em nome da Bolívia, ela defendeu o fortalecimento e a expansão do Grupo de Haia como fórum de coordenação de ações contra a impunidade.
Vale lembrar que, em janeiro deste ano, o presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, Luis Arce Catacora, reafirmou por meio de sua conta oficial na rede X o firme compromisso do país com os direitos do povo palestino, em linha com a vocação histórica da Bolívia para a paz, a soberania dos povos e o multilateralismo solidário.
Fonte: Ministério das Relações Exteriores da Bolívia.


