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O chanceler de Israel, Yair Lapid, em entrevista à Folha de São Paulo, declarou que a diplomacia israelense vê o Brasil como um exemplo para outros países por adotar uma “política de oposição à discriminação contra Israel” em foros internacionais.

Lapid lembra que, o governo brasileiro votou contra resolução da ONU que tratavam as autoridades israelenses como violadoras de direitos humanos e pedia que julgamento delas no Tribunal Penal Internacional em Haia.

“Israel tem uma parceria estreita e estratégica com o Brasil, enraizada em interesses e valores comuns, e apreciamos muito o apoio que recebemos do Brasil em instituições internacionais, incluindo as Nações Unidas”, disse Lapid ao jornal brasileiro. Devido a um acordo político, o atual primeiro-ministro Naftali Bennett, cederá o cargo ao chanceler, em 2023, no meio do mandato.

O diplomata afirmou que o governo israelense está preocupado com a tendência global de aumento de incidentes antissemitas e acompanha de perto a situação na América Latina e no Brasil., pois “a segurança das comunidades judaicas em todo o mundo é uma das principais prioridades de Israel”. Nesse sentido, elogia a decisão recente do Brasil de “ingressar na Aliança Internacional para a Memória do Holocausto. Também valorizamos iniciativas para introduzir um dia nacional de memória do Holocausto”.

O chefe da diplomacia israelense elogiou a atuação do embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zohar-Zonshine. Disse ainda que Israel vive “uma época ainda melhor em termos de alcance e amplitude de nossa relação bilateral com o Brasil” e seu país se beneficia das “crescentes relações comerciais desde a assinatura do acordo de livre comércio com o Mercosul”.

Ao ser questionado sobre a promessa de Jair Bolsonaro de mudar a embaixada brasileira para Jerusalém, foi enfático:  “ela é a capital eterna do povo judeu. Em todos os países do mundo, as embaixadas estão localizadas na capital do país anfitrião, e Israel não deveria ser exceção. Portanto, instamos todos os países a se unirem àqueles que já mudaram suas embaixadas para Jerusalém”.

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