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O chanceler argentino Gerardo Werthein apresentou na quarta-feira (22) sua renúncia ao presidente Javier Milei, a apenas quatro dias das eleições legislativas no país. A decisão surpreendeu o meio político e ocorre em meio a tensões internas no governo.
Werthein, nomeado em novembro de 2024 após a saída de Diana Mondino, vinha enfrentando divergências com o núcleo mais próximo de Milei, especialmente com o assessor presidencial Santiago Caputo, que tem ganhado influência sobre a política externa.
Embora o governo ainda não tenha anunciado um sucessor, fontes locais apontam que a renúncia pode estar ligada à reestruturação ministerial prevista para depois das eleições.
A saída do chanceler, que defendia uma diplomacia de aproximação com os Estados Unidos e Israel, reforça a imagem de instabilidade no gabinete de Milei e adiciona incertezas ao cenário político argentino às vésperas do pleito legislativo.


