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A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) sediou, no sábado (23), a Celebração do Dia da SADC 2025, ocasião que marcou também a posse do novo presidente da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), o Embaixador da África do Sul, Vusi Wellington Mavimbela.
SADC: História e missão
A SADC reúne 16 Estados-Membros: Angola, Botsuana, Comores, República Democrática do Congo, Essuatíni, Lesoto, Madagascar, Malawi, Maurício, Moçambique, Namíbia, Seicheles, África do Sul, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue. A organização tem como missão promover o crescimento econômico sustentável, a integração regional e o desenvolvimento socioeconômico, com ênfase na boa governança, cooperação, paz e segurança.
Criada no contexto das lutas de independência africanas entre as décadas de 1960 e 1970, a comunidade nasceu com o objetivo de apoiar os países ainda sob dominação colonial. Ao longo do tempo, evoluiu para um modelo voltado à integração socioeconômica, à estabilidade política e à promoção da paz regional, consolidando-se como ator estratégico nas relações internacionais.
Cerimônia e transição de liderança
A abertura da celebração foi conduzida pela conselheira da Embaixada do Zimbábue, Rutendo Faith Sagwete, que destacou a importância da união entre os países-membros e apresentou oficialmente o novo presidente da SADC.
Na sequência, o Embaixador do Zimbábue, Meshack Kitchen, que até então presidia a organização, realizou a transmissão simbólica do cargo ao Embaixador sul-africano Vusi Wellington Mavimbela. Em breve discurso, Mavimbela ressaltou o caráter histórico do momento:
“Este é um dia de celebração, não de longos discursos. Agradeço a todos pela presença e registro a importância histórica da SADC, cujas origens remontam às lutas pela independência. Hoje, celebramos a integração socioeconômica, a estabilidade política e a cooperação com parceiros estratégicos como o Brasil.”
O novo presidente também destacou a relevância do Brasil para o continente africano, lembrando a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a oportunidade de ampliar parcerias em tecnologia e agricultura. Segundo ele, a cooperação pode transformar a África em grande exportadora de alimentos, fortalecendo a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável.
Hospitalidade e cultura
A presidente do Conselho Curador da Cultura da CLDF, Jane Marrocos, saudou os presentes ressaltando os laços históricos e culturais entre Brasil e África. Em tom leve e simbólico, mencionou a coincidência de três “Wellingtons” no evento — ela própria, o embaixador sul-africano e o presidente da Câmara Legislativa — como reflexo da presença africana no coração de Brasília.
O decano do Corpo Diplomático Africano e Embaixador de Cameroun no Brasil, Martin Mbeng, reforçou a relevância da SADC e destacou a importância de Brasília como espaço de reafirmação dos princípios de solidariedade, paz e desenvolvimento. Convidou ainda todos os presentes a um brinde simbólico à parceria entre África e Brasil e à prosperidade da região.
Integração e celebração
Após os pronunciamentos, os embaixadores posaram para a fotografia oficial, simbolizando a unidade dos países da África Austral. Na sequência, foi aberta a exposição cultural, com artes, artesanato e tradições dos Estados-Membros da SADC.
O encerramento foi marcado por um banquete gastronômico, que apresentou aos convidados os sabores típicos da região, proporcionando uma experiência cultural completa.
A celebração do Dia da SADC 2025 em Brasília consolidou-se como um marco histórico e diplomático, fortalecendo os laços entre África e Brasil, promovendo a integração regional e dando início à gestão do embaixador Vusi Wellington Mavimbela à frente da organização.
*A reprodução é permitida, desde que citada a fonte.


