Após realizar 14ª Cúpula, desta vez de maneira remota, os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) voltaram a defender a expansão do bloco mediante “consulta completa e consenso”. A afirmação consta na declaração final do encontro publicada pela chancelaria chinesa.

No início deste ano, China e Rússia sinalizaram concordar com a entrada da Argentina no bloco. Além disso, os argentinos participaram de uma cúpula do bloco após convite de Pequim. A movimentação ocorreu no mesmo período em que o presidente da Argentina, Alberto Fernández, visitava Moscou e Pequim e assinou acordo para a entrada de seu país na Nova Rota da Seda, o megaprojeto de infraestrutura chinês.

O texto final da cúpula ressalta que os países-membros “apoiam a promoção de discussões entre os membros do Brics sobre o processo de expansão do Brics” e destaca a importância de “esclarecer os princípios norteadores, normas, critérios e procedimentos para esta expansão” com base na “consulta completa e consenso”.

A declaração final de reunião do Brics realizada em maio já havia assinalado a intenção de ampliar o bloco, mas não chegou a citar a existência de uma “consulta completa e consenso” para fazê-lo.

Confiras outros destaques da declaração final da 14ª Cúpula do Brics:

Reforma de organismos internacionais

Para os países do Brics, a ONU, o Conselho de Segurança da ONU, a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) devem passar por reformas. Todos esses organismos foram alvos de críticas, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) foi elogiada por sua atuação contra a pandemia de covid-19.

Defesa do Acordo de Paris

O texto afirma que o Acordo de Paris é um mecanismo contra a “ameaça da mudança climática” e destaca que os países em desenvolvimento tomarão mais tempo para atingir seu pico de emissões de gases de efeito estufa. “Ressaltamos que os países desenvolvidos têm responsabilidades históricas pelas mudanças climáticas globais e devem assumir a liderança na ampliação das ações de mitigação e ampliar o apoio indispensável aos países em desenvolvimento em finanças, tecnologia e capacitação”.

* Com informações de Brasil de Fato.

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