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Em 2025, o governo federal destinou cerca de R$ 2,2 bilhões para quitar contribuições a organismos internacionais e recompor cotas em bancos de desenvolvimento e fundos multilaterais. A estratégia de pagamentos escalonados, acompanhando a taxa de câmbio ao longo do ano, permitiu reduzir custos para o Tesouro e manter a regularidade dos desembolsos.
No âmbito das Nações Unidas, o Brasil pagou integralmente suas obrigações nos três componentes do orçamento da ONU — orçamento regular, missões de paz e o Mecanismo Residual Internacional para Tribunais Penais (IRMCT) — e passou a integrar o grupo restrito de países plenamente adimplentes com a organização. Também foram honradas contribuições a agências como FAO, UNESCO, OMS, OIT, OIM, OMT e UPU.
Na área ambiental, o país quitou as contribuições à UNFCCC e a protocolos como Quioto, Montreal, Cartagena e Nagoia. O pagamento ocorre no mesmo ano em que o Brasil sediou a COP30, reforçando sua liderança na agenda climática internacional.
O governo também regularizou compromissos regionais, como as contribuições ao MERCOSUL, PARLASUL, IPPDH e TPR, além de instituições como OEA, ALADI e OTCA. O país mantém ainda a adimplência em organismos como OMC, CPLP, AIEA, TPI, TIDM, CERN e FLACSO.
Entre os bancos de desenvolvimento e fundos multilaterais, foram realizados aportes ao FONPLATA, FIDA, CFI e CAF, garantindo ao Brasil o exercício pleno de seus direitos acionários e acesso a financiamentos e cooperações técnicas.
Com a regularização desses compromissos, o Brasil reafirma seu compromisso com o multilateralismo, a integração regional e a sustentabilidade fiscal, mantendo participação ativa nos principais fóruns globais e regionais.
*Com informações do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.


