|
Getting your Trinity Audio player ready...
|
Em meio às tensões na fronteira de Rússia e Ucrânia, o Brasil se posicionou na reunião emergencial do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (CSNU) sobre o tema na última segunda-feira (21).
O representante brasileiro no CSNU, embaixador Ronaldo Costa Filho evitou críticas diretas ao presidente russo Vladimir Putin, e apelou para o diálogo de todas as partes envolvidas na busca de uma solução pacífica. Após reconhecer as regiões separatistas de Donetsk e Luhansk como repúblicas independentes, o Kremlin está enviando tropas para a região.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil emitiu uma nota nesta terça (22). O Itamaraty reproduziu a declaração de Costa Filho na ONU e defendeu que seja adotada uma “solução negociada” para a crise entre Rússia e Ucrânia, e pediu a retirada dos militares da região.
No texto, o governo brasileiro “apela a todas as partes envolvidas para que evitem uma escalada de violência e que estabeleçam, no mais breve prazo, canais de diálogo capazes de encaminhar de forma pacífica a situação no terreno”.
Defendendo um cessar-fogo imediato e a retirada das tropas, pede ainda que os países “mantenham o diálogo com espírito de abertura, compreensão, flexibilidade e senso de urgência para encontrar caminhos para uma paz duradoura na Ucrânia e em toda a região”.
O Brasil não fará nenhum tipo de sanção contra a Rússia, como estão fazendo vários países. Contudo, há uma pressão internacional por uma posição mais clara contra a Rússia.
Em entrevista à CNN, o embaixador da União Europeia (UE) no Brasil, Ignacio Ibáñez, afirmou: “Esperamos apoio do Brasil, que agora tem mais responsabilidade por ser membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Esperamos que o Brasil possa se somar e tomar medidas que assegurem que a Rússia volte para trás no reconhecimento [da independência dos territórios separatistas da Ucrânia]”.


