|
Getting your Trinity Audio player ready...
|
O ministro do Desenvolvimento Regional (MDR), Daniel Ferreira, recebeu, nesta segunda-feira (9), o embaixador do Japão no Brasil, Hayashi Teiji, e integrantes da Agência de Cooperação Internacional Japonesa (JICA). Durante o encontro, que também reuniu representantes da Defesa Civil Nacional, foi debatida a parceria entre os dois países na busca por soluções inovadoras que minimizem os impactos dos desastres naturais.
Uma das atividades que vêm sendo realizadas em parceria pelos dois países é a elaboração de estudos para a aplicação do Projeto Sabo – Aprimoramento da Capacidade Técnica em Medidas Estruturais Contra Movimentos Gravitacionais de Massa com Foco na Construção de Cidades Resilientes – no estado do Rio de Janeiro.
O Projeto Sabo consiste na avaliação do movimento de massas, com foco na ocorrência de fluxo de detritos, que tem maior poder de destruição que um deslizamento comum. Além disso, propõe a instalação de barreiras de contenção para canalizar o fluxo de encostas e reduzir a área de alastramento do desastre.
O foco é a construção de dois tipos de barreira, uma impermeável, feita de concreto, e outra permeável, com estrutura em aço. Ambas têm a mesma finalidade, sendo a única diferença o tamanho dos detritos que cada uma vai conter durante o desastre.
Durante a visita, o embaixador do Japão destacou o desastre que atingiu a cidade de Petrópolis (RJ), atingida por fortes chuvas em fevereiro deste ano. “Mais uma vez, o Brasil registrou um grande desastre. O nosso objetivo com essa parceria é oferecer nossa experiência no assunto e, assim, minimizar os impactos de novas ocorrências”, analisou Hayashi Teiji.
Na última quinta-feira (5), uma equipe da Defesa Civil Nacional, juntamente com técnicos da Defesa Civil municipal e representantes da JICA, fizeram vistorias em algumas das áreas de Petrópolis mais atingidas pelas fortes chuvas que atingiram a região em fevereiro deste ano. O principal foco foi na avaliação in loco dos danos causados nas áreas onde houve deslizamentos de terra mais intensos. A atividade também serviu para levantar informações necessárias à elaboração dos planos de trabalho de recuperação dessas localidades – o documento é indispensável para a solicitação de recursos federais por meio do MDR.


