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Desde dezembro de 2025, o presidente Rodrigo Paz tem liderado uma ofensiva diplomática e comercial para viabilizar a exportação de carne bovina e de frango bolivianas ao mercado egípcio. A iniciativa integra a estratégia de diversificação de destinos de exportação e de fortalecimento da inserção internacional do país, com foco especial na África e no mundo árabe.
As negociações envolveram a coordenação com autoridades sanitárias nacionais e estrangeiras para assegurar o cumprimento de protocolos internacionais, incluindo a certificação Halal — requisito essencial para o acesso a mercados de maioria muçulmana. Paralelamente, o governo intensificou o diálogo com o setor produtivo, buscando alinhar exigências técnicas, padrões de qualidade e logística de embarque.
No âmbito operacional, o Vice-Ministro do Comércio Exterior e Integração, Rodrigo Arce Ballivián, conduziu em 26 de fevereiro uma reunião de coordenação na cidade de Santa Cruz de la Sierra com o embaixador do Egito na Bolívia, Hatem Elnashar, além de representantes das empresas exportadoras Frigor, Fridosa e BFC.
O encontro teve como objetivo concluir os últimos ajustes técnicos e administrativos para viabilizar os embarques de carne bovina ao Egito. A expectativa é que os primeiros carregamentos cheguem ao destino em meados de março, abrindo caminho para a consolidação da Bolívia em um mercado com mais de 100 milhões de consumidores.
Segundo Arce Ballivián, a abertura do mercado egípcio está alinhada à visão presidencial de projetar “a Bolívia para o mundo e o mundo para a Bolívia”, por meio da diplomacia econômica. “Nosso objetivo é avançar na abertura e consolidação de mercados que nos permitam aumentar as exportações, gerar maiores receitas e contribuir para a melhoria da situação econômica do país. Exportar mais significa produzir mais, atrair investimentos e criar oportunidades para os bolivianos”, afirmou.
A iniciativa insere-se em uma política mais ampla de promoção comercial que busca reduzir a dependência de mercados tradicionais, ampliar a presença internacional da produção boliviana e transformar acordos diplomáticos em resultados econômicos concretos. A aproximação com o Egito também pode funcionar como porta de entrada estratégica para outros países do Norte da África e do Oriente Médio, regiões consideradas prioritárias na agenda de integração econômica externa boliviana.
Fonte: Ministério das Relações Exteriores da Bolívia.


