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Em comemoração ao 112° aniversário das relações diplomáticas entre o Brasil e a República Dominicana, a embaixadora deste país, Patrícia Villegas, recebeu convidados na segunda-feira (24) para a inauguração da Biblioteca em homenagem a Victor Villegas.

Rosanna Polanco, conselheira de cultura e turismo da embaixada dominicana, durante seu discurso de abertura, destacou que “a biblioteca ideal jamais faz você sentir que não é bem-vindo, pois cada página é uma história. Além disso, guarda para cada um de nós, um pensamento especial”.

A embaixadora Patricia Villegas, filha de Victor Villegas, iniciou seu discurso reforçando a importância da poesia de seu pai para o seu país, principalmente, durante a época da ditadura. Orgulhosa, fez questão de contar como o apoio do pai foi essencial para sua carreira de diplomata e também para a construção de seus valores, além de compartilhar diversas outras divertidas histórias que pôde viver junto dele.

A embaixadora dominicana lembrou que no ano passado, o Ministério da Cultura da República Dominicana declarou Víctor Villegas como um “Bem Cultural Dominicano”, durante uma cerimônia realizada na residência do poeta. Em 2010, a Câmara dos Deputados do Congresso Nacional da República Dominicana concedeu-lhe a Medalha de Mérito Literário e Cultural.

Na ocasião, Villegas mostrou aos convidados que a nova Biblioteca abrange uma grande variedade de livros, englobando conteúdos que vão de poesia à culinária. Na parede do recinto, um belo quadro de vidro relembra a trajetória da vida de Victor Villegas em uma extensa biografia.

O evento aconteceu na sede da Embaixada da República Dominicana em Brasília e contou com a presença de embaixadores, membros do corpo diplomático, autoridades, imprensa e amigos do país.

Quem foi Victor Villegas

Villegas nasceu em 22 de setembro de 1924 em San Pedro de Macorís e faleceu em 23 de abril de 2011 em Santo Domingo aos 85 anos de idade.

Poeta, advogado e professor universitário, é considerado até hoje como um dos mais importantes e difundidos membros da Geração de 48. Em sua terra natal, é conhecido como o precursor da literatura Dominicana.

Entre outros prêmios recebidos ao longo de sua carreira, em 1982, o poeta foi prestigiado com o Prêmio Nacional de Poesía por sua obra “Juan Criollo y otras Antielegías”.

Foi também presidente da União dos Escritores Dominicanos, membro Honorário do Centro Cultural Venezuelano-Colombiano, presidente do Comitê Haitiano-Dominicano para a Integração da Cultura, e membro do Comitê Internacional para a Soberania dos Povos.

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