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Com uma geografia composta por centenas de ilhas e águas cristalinas que abrigam rica biodiversidade marinha, as Bahamas deram um novo passo estratégico ao se unir à Organização Hidrográfica Internacional (OHI). A decisão reflete o esforço do país em fortalecer sua atuação no setor marítimo, investindo em segurança náutica, preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.

O arquipélago caribenho, onde o oceano domina mais de 90% do território, vê na hidrografia um instrumento essencial para sua prosperidade. Em 2024, o Porto de Cruzeiros de Nassau recebeu 5,6 milhões de passageiros, evidenciando a centralidade do turismo náutico para a economia local. Agora, ao integrar a OHI, o governo das Bahamas busca ampliar sua capacidade de mapear, monitorar e proteger esse vasto território marinho.

Entre os principais objetivos estão: melhorar a segurança da navegação com dados atualizados; proteger ecossistemas frágeis como recifes de corais e manguezais; combater práticas ilegais em sua zona econômica exclusiva; e reforçar a capacidade de resposta a riscos climáticos como furacões e erosão costeira.

A filiação à OHI também garantirá acesso a treinamentos, redes técnicas internacionais e suporte na criação de uma autoridade cartográfica nacional. O país planeja formar especialistas locais capazes de aplicar conhecimento hidrográfico em diversas frentes — da produção de cartas náuticas ao incentivo ao ecoturismo e à valorização de sítios arqueológicos submersos.

Para Kimberley Lam, do Ministério das Relações Exteriores das Bahamas, a parceria com a OHI vai muito além da técnica: “É uma oportunidade de colocar o oceano no centro de uma estratégia de desenvolvimento inteligente e sustentável”.

Segundo Luigi Sinapi, diretor da OHI, a integração das Bahamas representa um ganho mútuo: “A comunidade internacional se fortalece quando países como as Bahamas trazem sua experiência e sua visão sobre o mar”.

Com esse movimento, as Bahamas reafirmam seu compromisso com uma economia azul robusta, conectando tradição marítima e inovação para enfrentar os desafios de um futuro cada vez mais marcado pelas transformações climáticas e pela necessidade de uso responsável dos oceanos.

*Com informações da Organização Hidrográfica Internacional (OHI).

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