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No próximo dia 16 de junho, terá início o ano 1448 do calendário islâmico. Conhecida como Ano Novo Islâmico, a data marca a Hégira (Hijra), migração do Profeta Muhammad e de seus seguidores da cidade de Meca para Medina, no ano 622 da era cristã.

Mais do que uma simples mudança de calendário, o acontecimento representa um dos momentos mais importantes da história do Islam. Na época, os primeiros muçulmanos enfrentavam perseguições por causa de sua fé. Em Medina, encontraram condições para praticar sua religião livremente e construir uma comunidade baseada em valores como justiça, solidariedade e convivência pacífica. Por esse motivo, a Hégira foi escolhida como marco inicial da contagem dos anos no calendário islâmico.

O Ano Novo Islâmico coincide com o início de Muharram, um dos quatro meses sagrados do Islam. Diferentemente das celebrações festivas tradicionalmente associadas ao Réveillon em diversas partes do mundo, a data é vivida pelos muçulmanos como um momento de introspecção, gratidão e renovação espiritual.

Segundo o Sheikh Ali Momade, líder religioso da FAMBRAS Halal, a ocasião convida os fiéis a refletirem sobre sua trajetória e seus propósitos.”A Hégira nos lembra que todo ser humano pode recomeçar. Assim como o Profeta Muhammad deixou para trás um período de perseguição para construir uma sociedade baseada na fé em Deus Único, na justiça e na convivência pacífica. Somos convidados a refletir sobre quais mudanças precisamos fazer em nossa própria vida para nos aproximarmos de Deus e nos tornarmos pessoas melhores. O calendário islâmico termina com o mês sagrado da peregrinação e começa com outro sagrado, chamado “Muharram”, afirma.

Para o líder religioso, o início de um novo ano representa uma oportunidade para fortalecer a espiritualidade e renovar compromissos pessoais. “O Ano Novo Islâmico é um momento para avaliar nossas ações, agradecer pelas bênçãos recebidas e renovar intenções. É uma oportunidade para fortalecer os laços familiares, praticar mais a caridade, buscar conhecimento e cultivar valores como compaixão, honestidade e respeito ao próximo, detalha. O profeta Muhammad nos orienta a manter os laços de parentesco caso queiramos a longevidade e o bem-estar social. E Deus valoriza mais esses valores durantes os meses sagrados”, destaca.

Um calendário guiado pela Lua – Uma das principais curiosidades do calendário islâmico é que ele é baseado nos ciclos lunares. Enquanto o calendário gregoriano possui cerca de 365 dias, o islâmico tem aproximadamente 354 dias. Por isso, as datas religiosas se deslocam cerca de onze dias a cada ano em relação ao calendário ocidental.

Outra característica é que o calendário não tem como marco inicial o nascimento do Profeta Muhammad, mas sim a Hégira, considerada o momento em que a comunidade muçulmana passou a se organizar e se fortalecer socialmente.

Atualmente, mais de dois bilhões de pessoas em todo o mundo seguem o Islam, tornando-o uma das maiores religiões do planeta.

Curiosidades sobre o Ano Novo Islâmico

*A contagem dos anos começou com uma migração*
O calendário islâmico tem início em 622 d.C., ano em que ocorreu a Hégira, a migração do Profeta Muhammad de Meca para Medina.

*O ano de 2026 corresponde ao ano 1448*
Isso ocorre porque o calendário islâmico possui uma contagem própria, iniciada há mais de 14 séculos.

*Os meses seguem os ciclos da Lua*
Cada mês começa com a observação da lua nova, tradição preservada até hoje em diversas comunidades muçulmanas.

*Muharram é um mês sagrado*
O primeiro mês do calendário islâmico é considerado um período especialmente propício à oração, à reflexão e à prática de boas ações.

*As datas islâmicas mudam todos os anos*
Como o calendário é lunar, as celebrações religiosas não permanecem fixas em uma mesma estação do ano.

Fonte: Fambras

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