|
Getting your Trinity Audio player ready...
|
Ao receber o martelo de madeira que simboliza a presidência temporária do G20 em setembro de 2023 em Nova Delhi, na Índia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro quais seriam suas principais missões. Até 30 de Novembro de 2024, o grande desafio é combater a fome e a pobreza, bem como enfrentar as alterações climáticas e reformar a governação internacional.
A agenda social à frente do grupo que reúne as maiores economias mundiais coincide com um dos principais compromissos do presidente Lula: garantir que todos os cidadãos tenham a possibilidade de comer bem e viver com dignidade. No G20, a proposta é que ao longo do ano seja articulada uma Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, que será lançada na Cúpula de Chefes de Estado e de Governo, que será realizada no Rio de Janeiro, em novembro.
“Esperamos contar com o apoio e o comprometimento de todos vocês para construir um mundo cada vez menos desigual e mais fraterno. E para nos reconhecermos, de fato, como uma grande família que não deixa ninguém para trás”, declarou Lula no G20. Cume.
Como exemplo da reconhecida experiência brasileira nesse assunto, o presidente destacou a criação do Plano Brasil Sem Fome, iniciativa liderada pelo MDS que visa reduzir a insegurança alimentar e nutricional. Uma articulação entre poder público, sociedade civil e setor privado, que integra 80 ações e programas dos 24 ministérios brasileiros que compõem a Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional. (CAISAN).
O Ministro Wellington Dias assumiu o compromisso com o G20 e articulou alianças com outros países em torno da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Em outubro, o chefe do MDS participou da Conferência Mundial sobre Segurança Alimentar, realizada em Roma, e destacou a importância de unir esforços para erradicar a fome no mundo.
“Queremos, com uma aliança global, fornecer apoio e impulso político, recursos financeiros e cooperação técnica para apoiar a implementação direta de políticas comprovadamente eficazes em todos os países que queiram participar. A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza é o caminho para trabalharmos juntos e focarmos na superação deste desafio”, declarou o ministro na ocasião.
Wellington Dias lembrou ainda que, embora a proposta seja desenvolvida durante a presidência brasileira do G20, a iniciativa estará aberta a todos os países que queiram implementar ou fortalecer programas sociais de comprovada eficácia no combate à fome.
A Aliança Global também esteve no centro do discurso do ministro na Cúpula Mundial da Fome, realizada em Londres, em novembro. O ministro lamentou o aumento alarmante da desnutrição e da insegurança alimentar no Brasil, mas sublinhou o compromisso do Governo em mudar este cenário no país e apoiar esta causa em todo o mundo, ajudando a inverter a preocupante tendência de aumento da fome e da pobreza desde a pandemia.
A Aliança será o resultado de um esforço conjunto de governos, organizações internacionais e fundos multilaterais para combater a insegurança alimentar e a pobreza em todo o mundo. A proposta visa aproveitar a experiência e os recursos disponíveis para implementar políticas e programas públicos eficazes na luta contra problemas urgentes.
Neste sentido, o Ministro Wellington Dias recebeu representantes de diversos países para apresentar as políticas nacionais de segurança alimentar e proteção social e os esforços em torno da força-tarefa da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Durante o mês de dezembro, a embaixadora da República Árabe Síria, Rania Al Haj Ali, e uma delegação da Índia, liderada pelo sherpa do país, Amitabh Kant, estiveram no MDS em Brasília.
Dentre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a Agenda 2030, os dois primeiros referem-se à erradicação da pobreza e à fome zero. No entanto, o mundo testemunhou um aumento alarmante no número de pessoas que não são nutridas adequadamente: 750 milhões passarão fome e 2,4 mil milhões viverão em insegurança alimentar moderada ou grave até 2022.
Perante isto, os países que aderirem à Aliança Global comprometer-se-ão a implementar políticas concretas e a formar uma rede que divulgue práticas e conhecimentos eficazes. O objetivo será acelerar a implementação coerente de programas de grande escala a nível nacional, com políticas adaptadas às realidades de cada país, em iniciativas como transferências condicionais de fundos, formação profissional, apoio à agricultura familiar, cantinas escolares e medidas sociais adaptativas. proteção.
A ideia é que uma grande variedade de fundos globais e regionais, fontes governamentais e doadores privados apoiem os países que compõem a Aliança Global nos seus compromissos nacionais, dando prioridade aos mais pobres. Organizações qualificadas e centros de conhecimento promoverão a assistência técnica e o intercâmbio de boas práticas entre os membros.
Os relatórios especiais elaborados pelos organismos internacionais serão apresentados na primeira reunião virtual da força-tarefa, marcada para fevereiro de 2024. O grupo se reunirá presencialmente em Brasília, em março, e em Teresina, em maio, antes da reunião ministerial marcada para julho. rio janeiro. O lançamento da Aliança Global acontecerá em novembro do próximo ano, na Cúpula do G20, também no Rio de Janeiro.
*Conteúdo em colaboração com a Assessoria de Comunicação – MDS.


