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Foi realizado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, sob solicitação do deputado Maurici, um ato solene em celebração ao fim da Segunda Guerra Mundial. Mais especificamente, destacando a invasão soviética na Alemanha no dia 8 de maio de 1945, que resultou na rendição dos nazistas há 78 anos.

A data é celebrada nesta segunda-feira (8) nos países do Ocidente, enquanto na Rússia é celebrado no dia 9. O evento ocorreu no auditório Paulo Kobayashi, ocasião em que diplomatas de outros países foram recebidos.

O deputado Maurici, como presidente da Comissão de Relações Internacionais da Alesp, recebeu o embaixador da Bielorrússia e o cônsul-geral da Rússia antes do evento, destacando a importância do fortalecimento dos laços com outros países. “É de grande importância estabelecer laços mais duradouros e mais sólidos com essas nações, e não iremos perder nenhuma oportunidade de fazê-lo”, disse o parlamentar.

Em consonância, Raymundo Santos Rocha Magno, chefe do Eresp do Itamaraty em São Paulo, elogiou a organização do evento na Assembleia e a diplomacia nacional. “Este ato solene sobre um dia tão importante reflete a tradição das ações diplomáticas brasileiras, que sempre buscam a paz e desenvolvimento dos nossos povos”, completou.

Na Mesa de Condução do evento, além do deputado Maurici e de Raymundo, estavam Sergey Lukashevich, embaixador da república de Belarus, e Vladimir Tokmakov, cônsul-geral da Rússia.

A Guerra e seus efeitos

No início da cerimônia, o parlamentar da Casa passou a palavra para os cônsules contarem suas experiências e histórias acerca da Segunda Guerra Mundial. “É uma data triste, mas que deve ser sempre lembrada, para que ações e pensamentos totalitaristas jamais retornem”, disse.

Vladimir Tokmakov explicou o contexto da data, que já completa quase oito décadas. “O dia é muito especial, não só para o meu país, mas para todo o mundo. A Segunda Guerra levou muitas vidas russas e de outras nações. Na Rússia, ela é chamada de Segunda Guerra Patriótica, por conta do tipo de guerra que Hitler e seus aliados promoviam. Os nazistas queriam mais do que dominar o território, tinham intenção de escravizar a população e extinguir a União Soviética”, afirmou.

O cônsul então detalhou o plano de ocupação nazista na Rússia, meticulosamente planejado para dominar o território soviético. Depois, destacou a força do povo russo, que sobreviveu em circunstâncias terríveis sob a opressão nazista e conseguiu recuar o exército alemão.

“A participação soviética foi de extrema importância durante toda a guerra. Em 1945, após derrotas na Rússia, os alemães foram obrigados a concentrar suas forças na defesa da capital. Estavam cercados, mas demoraram a se render. Apenas depois de uma das batalhas mais sangrentas da guerra, que resultou na destruição de quase toda a cidade de Berlim, os nazistas não tiveram outra escolha além da rendição”, explicou.

Encerrando sua fala, o diplomata russo fez questão de apontar que, ao fim da guerra, a URSS perdeu 14,7% de sua população e a Bielorrússia perdeu cerca de 20%, para se ter ideia do tamanho do terror da época. “Nazismo não pode ser considerado uma opinião ou prática de liberdade de expressão, é uma ideologia assassina que jamais deve ser ressuscitada”, finalizou.

Em seguida, Sergey comentou os efeitos do nazismo em Belarus e o alívio do fim da Segunda Guerra na Europa: “É impossível mensurar a importância dessa data para o meu povo em Belarus. A Segunda Guerra não foi apenas um confronto, os nazistas declararam abertamente que um dos objetivos era diminuir a população eslava em 30 milhões. Mais de 200 cidades foram arruinadas e somente o campo de concentração de Minsk [capital de Belarus] tirou 540 mil vidas.”

O cônsul bielorrusso também alertou para os perigos do neonazismo e como essas ideias existem nos dias de hoje. “Essas ideologias ainda encontram adeptos até hoje, mesmo que poucos. Em alguns países europeus até ocorrem marchas oficiais em homenagem a militares nazifascistas. Não é possível poupar nem romantizar as ações de carrascos cruéis que não tiveram pena de mulheres, crianças e milhões de almas inocentes.”, disse.

Participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial

No encerramento do evento, Vladimir fez questão de ressaltar a importância do Brasil na Segunda Guerra, assim como a bravura dos soldados latino-americanos que ajudaram a derrotar as forças de Hitler e seu exército.

“Devemos destacar o nosso aliado, Brasil, como único país da América do Sul a participar efetivamente da Guerra. Uma significativa parte dos soldados brasileiros eram civis convocados pela Força Expedicionária Brasileira [FEB], para ajudar a libertar a Itália dos nazistas e retaliar os ataques aos navios brasileiros durante a guerra. Cerca de 25 mil soldados entraram em combate no norte da Itália, em terrenos montanhosos, conquistando uma heroica vitória. Reconhecemos a coragem e a memória de todos”, encerrou.

Com informações de ALESP

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