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O ministro da Indústria e Comércio do Paraguai, Javier Giménez, destacou que o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul representa uma oportunidade estratégica para as empresas paraguaias ao abrir acesso a um mercado de alto poder aquisitivo, com redução de tarifas e ampliação das possibilidades de exportação. Ao mesmo tempo, o ministro ressaltou que o novo cenário também trará desafios que exigirão políticas públicas eficazes e investimentos em infraestrutura.
Em entrevista radiofônica, Giménez elogiou o acordo, resultado de 25 anos de negociações, classificando-o como um passo fundamental para a inserção internacional da economia paraguaia. Segundo ele, os efeitos do tratado não serão imediatos, mas inauguram um processo de longo prazo voltado ao fortalecimento e à expansão das indústrias nacionais.
De acordo com o ministro, a redução gradual das tarifas é um dos principais benefícios do acordo, pois aumenta a competitividade dos produtos paraguaios, especialmente em setores estratégicos como o de carnes. A medida também amplia as opções para consumidores tanto da União Europeia quanto dos países do Mercosul. Giménez enfatizou ainda que o objetivo do tratado é equilibrar a balança comercial, facilitando a entrada de produtos europeus na região e o acesso das mercadorias do Mercosul aos 27 países do bloco europeu em condições mais favoráveis.
“Vejo isso como algo positivo; é o mercado com o maior poder de compra do mundo. Significa o início de um longo capítulo. As condições não mudarão da noite para o dia, mas as oportunidades também trazem desafios”, afirmou o ministro.
Pacto histórico
A aprovação política do acordo ocorreu nesta sexta-feira, durante uma reunião de embaixadores em Bruxelas, com a participação dos 27 Estados-membros da União Europeia, que alcançaram maioria qualificada para avançar com o tratado comercial entre a UE e o Mercosul.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deverá chegar a Assunção na próxima segunda-feira para a assinatura oficial do acordo com os países do Mercosul — Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai. A cerimônia ocorrerá na capital paraguaia porque o país exerce atualmente a presidência pro tempore do bloco.
Apesar da assinatura, o acordo ainda não entrará em vigor de forma imediata. O texto precisará ser analisado e aprovado pelo Parlamento Europeu, que deverá se pronunciar nas próximas semanas, como parte do processo legislativo da União Europeia.
Uma oportunidade estratégica
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, também destacou a relevância histórica do acordo, classificando-o como “o maior acordo de livre comércio do mundo, na história da humanidade”. Segundo o chefe de Estado, o Paraguai desponta como “uma enorme oportunidade” dentro do novo cenário econômico global e defendeu que o país atuou de forma ativa ao longo das negociações para promover seu potencial produtivo e exportador.


