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Em uma cerimônia realizada no dia 16 de maio, o Arquivo Público do Estado de São Paulo (APESP) recebeu o certificado de registro no Programa Memória do Mundo da UNESCO, conferido ao acervo “Presença Negra no Arquivo: Luiz Gama, articulador da liberdade”. A distinção foi concedida pelo Comitê Regional para a América Latina e o Caribe (MoWLAC), que também reconheceu o acervo “Atas do Montepio Geral de Economia dos Servidores do Estado, atual MAG Seguros – O início da seguridade social – 1835”. Estes foram os dois únicos acervos brasileiros selecionados pelo MoWLAC em 2024.
A coleção de Luiz Gama (1830–1882) é composta por documentos raros do jurista, escritor e abolicionista, incluindo cartas de alforria e artigos publicados na imprensa do século XIX. O reconhecimento internacional reforça a importância histórica do legado de Gama e destaca o compromisso com a preservação e a democratização do acesso ao patrimônio documental em escala global.
A cerimônia de entrega dos certificados contou com a presença de especialistas, acadêmicos e estudantes, e marcou ainda a abertura da exposição “Eu, amanuense que escrevi…”. A mostra inova ao utilizar inteligência artificial para reconstruir os rostos de mais de 120 africanos emancipados por Luiz Gama entre 1862 e 1866.
Criado pela UNESCO em 1992, o Programa Memória do Mundo visa proteger acervos fundamentais para a memória dos países, estimular a troca de informações e mobilizar recursos para preservar e facilitar o acesso a conteúdos relevantes para a humanidade.
Entre os presentes na cerimônia estavam Thiago Nicodemo, diretor do APESP; Adauto Soares, coordenador de Comunicação e Informação da UNESCO no Brasil; Bruno Lima, pesquisador; Ednusa Ribeiro, servidora do APESP; Lígia Ferreira, professora da Unifesp; e Robson Ferreira, coordenador de Políticas para População Negra da Secretaria de Justiça e Cidadania, além de representantes do Centro de Memória MAG.
*Com informações da Unesco Brasil.


