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O empresário e ex-CEO da Unilever, Paul Polman, foi apresentado nesta semana, no AYA Hub, sede da AYA Earth Partners, em São Paulo, como embaixador da Sustainable Business COP30 (SB COP), iniciativa liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) voltada à mobilização do setor produtivo brasileiro rumo à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30).

“É a inovação das empresas, seu capital e seus recursos humanos que vão liderar essa transição”, afirmou Polman em discurso que marcou o anúncio oficial.

Reconhecido pelo ativismo empresarial em prol do desenvolvimento sustentável, o executivo defendeu o protagonismo do setor privado na construção de uma economia de baixo carbono.

Ao lado de lideranças como Ricardo Mussa, chair da SB COP; Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI; e Patricia Ellen, presidente do conselho do Instituto AYA, Polman destacou a importância de parcerias transformadoras e de um ambiente regulatório estável para destravar o financiamento climático.

“Obviamente precisamos de políticas públicas consistentes, mas é o setor privado que tem a capacidade de inovar e implementar soluções em escala”, completou.

Para Patricia Ellen, cofundadora da AYA Earth Partners e presidente do conselho do Instituto AYA, o Brasil reúne condições únicas para liderar a resposta global à crise climática.

“Em um contexto de crescente tensão geopolítica, em que a verdadeira disputa é por segurança alimentar, energética e climática, somos a única grande nação capaz de entregar soluções para todos os problemas climáticos do mundo”, afirmou.

Segundo ela, o momento exige pragmatismo e ambição. “Essa é a COP da ação — precisamos não só de casos concretos, mas de velocidade na transição para uma economia de baixo carbono.”

A visão é compartilhada por Davi Bomtempo, que destacou o papel do setor privado na busca por soluções: “A SB COP nasce como uma plataforma para transformar esse engajamento em ação coordenada, com impacto real nas negociações e nos resultados que queremos ver na COP30. Nosso desafio é alinhar ambição climática com desenvolvimento econômico, e o Brasil tem todas as condições de liderar esse processo”, disse.

Conheça os líderes de cada eixo de trabalho da SB COP
O evento também serviu para apresentar os coordenadores de seis eixos temáticos da SB COP, que nortearão a atuação empresarial até a COP30, em Belém, em 2025:

– Transição energética – Daniela Manique, da Solvay-Rhodia
– Economia circular e materiais – Tércio Borlenghi, da Ambipar
– Bioeconomia – João Paulo Ferreira, da Natura
– Sistemas alimentares – Gilberto Tomazoni, da JBS
– Empregos e habilidades verdes – Rafael Segrera, da Schneider Electric
– Financiamento climático – Luciana Ribeiro, da eB Capital

Durante o painel SB COP Chairs: Horizontes, os representantes de cada grupo apresentaram os principais desafios e oportunidades para impulsionar transformações ecológicas em seus setores. A proposta é construir uma visão integrada que conecte metas climáticas a estratégias de competitividade e desenvolvimento nacional.

“Acreditamos que a agricultura é a chave para enfrentar os desafios climáticos e de segurança alimentar. Precisamos de investimentos urgentes e de uma visão sistêmica para escalar as soluções que tornarão a produção mais sustentável, produtiva e acessível a todos”, afirmou Tomazoni, CEO global da JBS.

Lideranças reiteram importância de coordenação entre iniciativas para a COP 30
Ricardo Mussa reforçou o chamado à ação coordenada. “Há muitas iniciativas, muita gente querendo ajudar — mas também está tudo muito pulverizado”, afirmou. “A SB COP não é só do Brasil. É uma iniciativa que começa aqui e segue para outras edições. Temos a chance de fazer algo muito grande, e o fato de o Brasil liderar isso torna tudo ainda mais potente.”

Mussa também destacou as entregas esperadas para o ciclo até a COP30: “Queremos apresentar três produtos concretos: recomendações dos grupos de trabalho, showcases de soluções do mundo todo e compromissos formais do setor privado para reduzir emissões de gases de efeito estufa (GEE).”

Dan Ioschpe, High Level Climate Champion da COP30, elogiou o esforço da CNI e dos parceiros. “Esse trabalho da CNI, da SB COP, do Mussa, do Davi… é fundamental. Temos ações mapeadas que podem fazer muita diferença em setores-chave da economia”, disse.

“O Brasil casa perfeitamente com o tema da sustentabilidade. Nosso desenvolvimento pode mudar de padrão se uma estratégia sustentável estiver no centro — seja nos sistemas alimentares, nas energias renováveis ou no SAF. Isso ajuda o Brasil, ajuda o mundo.”

Fonte: Agência de Notícias da Indústria (Letícia Carvalho).

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