A Etiópia é um país de civilização antiga, história rica e beleza natural notável. No entanto, para a maioria dos viajantes do Brasil, México, Argentina, Colômbia e de toda a América Latina, ela continua sendo um continente desconhecido dentro de um continente. Isso está mudando rapidamente. Em 2025, a Etiópia registrou um aumento de 15% nas chegadas internacionais, de acordo com o último Barômetro do Turismo das Nações Unidas, superando significativamente o crescimento médio da África, de apenas 8%. Somente no primeiro semestre do ano fiscal de 2025/2026, quase 700 mil turistas estrangeiros chegaram a Adis Abeba. Para os viajantes latino-americanos, a Etiópia está muito mais próxima e acessível do que possam imaginar.
Crescimento forte, estratégia mais forte
Os números são impressionantes. Durante um período de nove meses, a Etiópia atraiu mais de 1,2 milhão de visitantes internacionais, gerando mais de dois bilhões de dólares em receitas turísticas, segundo o Ministério do Turismo. Esse crescimento não é acidental. O governo traçou uma estratégia nacional de turismo abrangente que combina o desenvolvimento do ecoturismo, a promoção do patrimônio e grandes investimentos em infraestrutura, incluindo planos para um novo aeroporto internacional, que deve se tornar o maior da África. Novos empreendimentos hoteleiros em Adis Abeba, Hawassa, Bahir Dar, Jimma e Langano devem adicionar aproximadamente 1.140 quartos, em inaugurações faseadas entre 2026 e 2031. O lançamento da plataforma digital “Visit Ethiopia”, em 2025, fortaleceu ainda mais a acessibilidade e a confiança dos viajantes, permitindo que turistas internacionais reservem acomodações, passeios guiados e transporte de forma integrada por meio de um único marketplace.
Um patrimônio sem igual em toda a África
A Etiópia abriga doze Patrimônios Mundiais da UNESCO, tornando-a a nação mais rica em patrimônio da África em termos de sítios tangíveis, e possui sete elementos na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. As igrejas escavadas na rocha de Lalibela — onze igrejas monolíticas medievais esculpidas em rocha vulcânica sólida no século XIII — continuam sendo locais de culto ativos e são frequentemente chamadas de “Jerusalém da África”. O Parque Nacional das Montanhas Simien, o primeiro Patrimônio Mundial natural da Etiópia, oferece picos escarpados, vales profundos e fauna endêmica, incluindo o babuíno gelada, o íbex Walia e o lobo-etíope. As ruínas de Aksum, outrora capital de um reino que rivalizava com Roma e a Pérsia, apresentam obeliscos imponentes, túmulos reais e a Igreja de Santa Maria de Sião, onde a tradição local afirma que repousa a Arca da Aliança. Fasil Ghebbi, em Gondar, conhecido como a “Camelot da África”, combina estilos arquitetônicos etíopes, portugueses e indianos em um complexo real do século XVII. A cidade islâmica murada de Harar Jugol, com oitenta e duas mesquitas e mais de cem santuários, oferece uma experiência cultural completamente diferente — espiritual, colorida e profundamente histórica. A Paisagem Cultural de Konso exibe agricultura em terraços e aldeias fortificadas que exemplificam práticas agroflorestais sustentáveis desenvolvidas ao longo de quatrocentos anos.
Em 2023, a UNESCO acrescentou mais dois locais à lista da Etiópia: o Parque Nacional das Montanhas Bale, como patrimônio natural, famoso por suas charnecas afroalpinas e mais de 1.300 espécies de plantas, e a Paisagem Cultural de Gedeo, um testemunho da agricultura indígena baseada no ensete.
Em 2024, Melka Kunture e Balchit tornaram-se as inscrições mais recentes — camadas arqueológicas que abrangem 1,8 milhão de anos e preservam ferramentas de pedra, fósseis de hominídeos e evidências do comportamento humano primitivo.
Um clima que lhe dá as boas-vindas o ano todo
Uma das maiores vantagens da Etiópia para os viajantes é seu clima notavelmente agradável. Apesar de estar próxima ao equador, o alto planalto central do país mantém as temperaturas moderadas, normalmente entre 15 e 25 graus Celsius (59 a 77 graus Fahrenheit) ao longo do ano. Não há ondas de calor extremas nem umidade opressiva. A principal estação chuvosa vai de junho a setembro, mas, mesmo assim, as chuvas costumam ser breves e seguidas de sol. De outubro a maio, o clima é predominantemente seco e ensolarado — ideal para fazer trilhas nas montanhas Simien e Bale, explorar as igrejas escavadas na rocha de Lalibela ou passear pela cidade murada de Harar. Até mesmo as regiões de planície, como a Depressão de Danakil, um dos lugares mais quentes da Terra, oferecem janelas únicas na estação seca para viajantes aventureiros. Em resumo, a Etiópia é um destino para o ano todo, e seu clima agradável torna qualquer estação uma boa época para visitar.
Por que visitar a Etiópia agora? Novos destinos tomando forma
A transformação do turismo na Etiópia vai muito além de seus locais tombados pela UNESCO. A iniciativa “Dine for Nation”, liderada pelo primeiro-ministro Abiy Ahmed, desenvolveu destinos de ecoturismo de classe mundial por todo o país. O Gorgora Resorts and Lodges, às margens do Lago Tana, o Wonchi Eco-Tourism, em um deslumbrante lago de cratera vulcânica, e o Koisha, no sudoeste, foram transformados em modernos centros de ecoturismo, gerando empregos, melhorando a infraestrutura e fortalecendo a proteção ambiental.
O Halala Kela Resort, na zona de Dawro, no sudoeste da Etiópia, localizado próximo ao lago artificial da Usina Hidrelétrica Gibe III, oferece suítes presidenciais, um museu, mirantes para apreciar o pôr do sol e uma topografia natural impressionante. O Niin Lee Palm Lodge foi inaugurado recentemente na região de Afar, estabelecendo um novo padrão para o turismo de luxo no âmbito da iniciativa “Dine for Generations”. O Centro de Turismo Shabeely, na região da Somália, desenvolvido a um custo estimado de oito bilhões de birr (aproximadamente 155 milhões de dólares), combina infraestrutura moderna com o autêntico patrimônio cultural das comunidades pastorais locais. Novos alojamentos ecológicos, como o Haro Dandi Lodge, em Oromia, e o projeto Sorga Eco Lodge, em Wollega, estão aproveitando o potencial do ecoturismo ao mesmo tempo em que geram empregos locais.
Mais perto do que você imagina: voos diretos de Adis Abeba
Talvez o fato mais surpreendente para os viajantes latino-americanos seja o quanto a Etiópia se tornou acessível. A Ethiopian Airlines, membro da Star Alliance e uma das maiores companhias aéreas da África, opera voos diretos diários de passageiros de Adis Abeba para São Paulo/Guarulhos.
A Ethiopian Airlines também opera um serviço de conexão para Buenos Aires, na Argentina, via São Paulo. Para viajantes do México, Colômbia, Chile, Peru e de toda a América Latina, conexões convenientes via São Paulo ou por meio dos principais hubs da Europa e do Oriente Médio tornam a Etiópia um destino surpreendentemente acessível — um destino que oferece um mundo totalmente diferente de história, natureza e cultura.
Um convite da terra das origens
A Etiópia não é apenas um destino. É o berço da humanidade, a terra onde Lucy — o fóssil de hominídeo de 3,2 milhões de anos — nos lembra que todos compartilhamos uma única e antiga origem. É uma nação de oitenta idiomas, de festivais cristãos ortodoxos e santuários islâmicos, de cerimônias do café e de modernidade vibrante em sua capital, Adis Abeba.
Às agências de viagens, operadoras turísticas e viajantes aventureiros do Brasil e da América Latina: a Etiópia está aberta. A infraestrutura está melhorando. Os voos são diretos. E as experiências que esperam por vocês — desde caminhadas nas Montanhas Simien até estar dentro de uma igreja escavada na rocha pela fé — são diferentes de tudo o que existe na Terra. O governo está buscando ativamente a participação do setor privado e o investimento internacional neste novo cenário turístico.
Parcerias com agências de viagens brasileiras e latino-americanas, programas de intercâmbio cultural e iniciativas conjuntas de promoção turística não são apenas possíveis — são bem-vindas.
Como refletiu recentemente um visitante brasileiro após sua viagem pela Etiópia:
“De pé nas solenes igrejas escavadas na rocha de Lalibela, esculpidas na terra com nada além da fé, senti o peso de séculos — e o pulso de uma tradição viva. Caminhar por aqueles túneis sagrados é compreender que a Etiópia não é um lugar que se visita simplesmente; é um lugar que se sente. Em Adis Abeba, a presença silenciosa de Lucy, no Museu Nacional, nos lembra que todos compartilhamos uma única e antiga origem, enquanto o espírito verde e regenerador do Parque da Unidade e do Entoto fala de uma nação que olha com ousadia para o futuro. Essas experiências transformaram minha compreensão de nossa parceria: não estamos conectando mercados distantes, mas duas paisagens profundamente humanas. Deixei a Etiópia não como cônsul-geral honorário da Etiópia em Minas Gerais, mas como uma pessoa que encontrou uma segunda camada de raízes. Lalibela e Adis Abeba são lugares que devem ser visitados pelo menos uma vez na vida.”
Esse convite agora se estende a você.
Etiópia — Terra das Origens.
Viaje para a Etiópia e experimente um mundo como nenhum outro.
Fonte: Embaixada da Etiópia no Brasil.


